Justiça italiana mantém prisão de Carla Zambelli por risco de fuga

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) seguirá presa na Itália enquanto aguarda o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, conforme decisão da Justiça italiana desta quinta-feira (28). O tribunal considerou que há um alto risco de fuga, o que foi determinante para negar a liberdade da parlamentar, que deixou o país após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, no dia seguinte à ordem de prisão expedida pelo STF, embarcou em um voo internacional de Miami para Roma. Para os juízes italianos, esse contexto demonstra a possibilidade concreta de que a deputada tentasse novamente deixar o país, caso fosse solta.

A defesa havia argumentado que a parlamentar deveria ser liberada por motivos de saúde, já que sofre de depressão e necessitaria de cuidados médicos especiais. No entanto, uma perícia médica realizada por profissionais indicados tanto pela defesa quanto pelo governo brasileiro concluiu que ela tem condições de permanecer detida. Mesmo assim, os advogados apresentaram um novo pedido de soltura, sustentando que o governo brasileiro não teria formalizado um pedido de prisão preventiva.

A Corte Suprema da Itália, entretanto, destacou que a inclusão de Zambelli na lista vermelha da Interpol é equivalente a um pedido de prisão internacional e que o Tratado de Extradição firmado entre Brasil e Itália prevê a equivalência desse tipo de solicitação para a manutenção da detenção.

Além da disputa judicial, Zambelli mantém presença política ativa por meio de redes sociais. Após a suspensão de suas contas oficiais determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, em 4 de junho, ela passou a utilizar um perfil alternativo no Instagram, criado em maio de 2025. O espaço conta com pouco mais de 4,6 mil seguidores e segue sendo atualizado com comentários sobre a política brasileira e críticas ao STF.

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