

A Justiça do Egito condenou o pai de Adam e a avó paterna do menino a sete dias de prisão por se recusarem a entregar a criança à mãe brasileira, Karin Rachel Aranha Toledo, segundo informações da defesa da mulher.
O menino Adam foi levado ao Egito pelo pai, Ahmed Tarek Mohamed, sem a permissão da mãe em 2022, quando moravam em Valinhos. Karin segue sem ver o filho desde então, mesmo tendo conquistado a guarda do menino no país africano, para onde precisou se mudar para recuperar a guarda da criança.
A decisão foi proferida no dia 22 de abril, após Karin prestar uma queixa criminal pelo descumprimento da ordem judicial para recuperar a guarda de Adam – duas buscas não tiveram sucesso em recuperar o menino.
Ainda de acordo com a defesa que representa Karin no Egito, a decisão autoriza que a polícia egípcia prenda o pai e a avó caso eles sejam localizados. A condenação, no entanto, não é definitiva e, caso sejam detidos, eles podem apresentar uma oposição à decisão.
Nascida em Campinas, Karin morava em Valinhos com o filho e o então marido, Ahmed. Em setembro de 2022, ao voltar de uma viagem da Europa, a mulher não encontrou ninguém em casa. O homem viajou para o Egito com o menino que, na época, tinha 4 anos, sem aviso e sem a autorização de Karin.
Karin abriu processo no Egito, para onde se mudou, e, em novembro de 2025, conquistou a guarda do filho em uma sentença do Tribunal de Apelações do Cairo.
Em março deste ano, Karin passou a oferecer uma recompensa de 10 mil libras egípcias por informações de seu filho. O valor é superior ao salário mínimo no Egito, de 7 mil libras egípcias, e vale cerca de R$ 1 mil.
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