Uma história que começou com uma câmera em 10 prestações

A história da coluna Digão do Esporte começou em 2015. Naquela época, eu cursava Jornalismo e já carregava comigo a vontade de contar histórias por meio da fotografia. Foi nesse período que meu amigo Cristiano Janjão me convidou para integrar o time do jornal Hora da Notícia.
Eu havia acabado de comprar minha primeira câmera fotográfica — em dez prestações, bem parceladas, mas cheias de significado. Desde o início, meu foco era claro: queria ser fotojornalista esportivo. Queria estar nos campos, nas quadras, nos bastidores, registrando as emoções que só o esporte proporciona.
E assim foi. Minha estreia aconteceu logo em uma grande decisão: a final da 1ª divisão entre São Marcos e Vila Unida. Foi um jogo tenso, disputado, com arquibancadas cheias e muita paixão envolvida. Foi ali, naquele campo, que percebi: aquele era o meu lugar — atrás da câmera, mas sempre dentro da história.
Quando saiu minha primeira matéria impressa no Hora da Notícia, meu coração bateu mais forte. A emoção foi imensa. Hoje, na edição 300 da coluna, quero expressar minha gratidão aos saudosos jornais impressos Hora da Notícia, Acontece Valinhos, Classificados, Folha de Valinhos. Foi uma honra trabalhar com vocês.
A grande sacada — e que deu certo — foi tratar o esporte local com respeito e total profissionalismo. Seja nas matérias para os jornais, nas coberturas para as redes sociais ou até na televisão, sempre buscamos valorizar os personagens da nossa terra. Tive o privilégio de contar essas histórias também por meio dos programas Acontece Valinhos, Digão no Esporte e Amigos e mais recentemente no Programa Valinhos Futebol e Cia.
A edição 300 desta coluna pode não ter importância alguma para você. Mas para mim, ela representa orgulho, superação e gratidão. Agradeço a Deus e a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para esse legado.
À minha esposa Claudinha, que sempre esteve ao meu lado — desde aquela primeira final em 2015 — e foi, literalmente, minha estrela nessa caminhada profissional. Aos meus pais, Maria e Miguel, que sempre oraram por mim. Prova disso é que ainda estou aqui. Ao Zoião, meu parceiro de coberturas, e ao Juninho da VV8 — foram anos inesquecíveis no ar.
Meu agradecimento também ao professor Muraoka, coordenador do curso de Jornalismo, que me disse que eu nunca seria jornalista. Sua crítica me motivou de uma forma sobrenatural a continuar tentando.
Obrigado de coração ao Fernando e à Marcinha deste JTV pela oportunidade de seguir escrevendo para vocês. E claro, ao Cristiano Janjão, que acreditou em mim quando ninguém mais acreditava. Deus tem um propósito quando a amizade é verdadeira.

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