Conclave começa com expectativa de escolha rápida para novo papa

Cardeais buscam manter imagem de unidade da Igreja com votação ágil, mas diversidade entre eleitores pode estender decisão após a morte de Francisco

Operários preparam a Capela Sistina para a realização do conclave, em Roma, em 28 de abril de 2025 — Foto: Vatican Media via AP

Os cardeais da Igreja Católica entram em conclave nesta quarta-feira (7) com a expectativa de uma escolha rápida para o novo papa, seguindo o padrão das últimas décadas. Desde o século XX, os conclaves têm durado, em média, pouco mais de três dias, com os dois mais recentes, em 2005 e 2013, encerrados em apenas dois dias. Um processo ágil reforça a imagem de unidade da Igreja e evita a percepção de divisão após a morte do papa Francisco no mês passado.

A meta informal é eleger o novo pontífice até o terceiro dia de votação. A partir do segundo dia, ocorrem duas votações pela manhã e duas à tarde. Caso não haja decisão após três dias, os cardeais fazem uma pausa de oração antes de prosseguir. Uma votação prolongada pode sinalizar falta de consenso e possível desconhecimento mútuo entre os eleitores, a maioria nomeada por Francisco e vinda de regiões diversas do mundo.

Entre os nomes mais citados estão o italiano Pietro Parolin e o filipino Luis Antonio Tagle, enquanto vozes como a do alemão Gerhard Mueller mobilizam alas conservadoras, e figuras como Michael Czerny reforçam a linha moderada do papa emérito. Mesmo assim, o resultado pode surpreender, como em 2013, quando Jorge Mario Bergoglio foi eleito favorito apenas após o início das votações.

Apesar do juramento de sigilo, é comum que relatos surjam após o conclave. A movimentação informal entre refeições, a influência de grandes eleitores e os discursos nas congregações gerais podem definir o rumo da Igreja. O objetivo permanece: sair do conclave com uma liderança clara e legítima, evitando prolongar um processo que, quanto mais se estende, mais fragiliza a percepção de coesão entre os cardeais.

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