

A saúde mental é uma preocupação crescente no Brasil, porém, não é tratada com a devida seriedade e cuidado. Diversas fontes apontam para um aumento significativo de transtornos mentais e afastamentos do trabalho relacionados a ansiedade e depressão, especialmente após a pandemia.
O país tem a maior taxa de ansiedade do mundo, e a crise de saúde mental afeta a vida de trabalhadores e empresas.
Recentes acontecimentos em Valinhos, só para citar desta semana, são prova de que a situação está ficando cada vez mais delicada, que se tornaram notícias policiais, e consequências gravíssimas.
Na última segunda-feira, dia 7, na Vila Santana, uma senhora de 58 anos ateou fogo, usando gasolina e fósforo, em um guarda municipal que estava em uma ocorrência. Ele ficou grande parte do corpo queimado e segue internado em estado grave. Segundo BO, a autora da agressão tem problemas psiquiátricos.
No dia seguinte, em pleno feriado, um rapaz, que já tinha furtado ônibus, dirigindo de forma alucinada pela cidade e causando prejuízos, voltou a agir. Desta vez, ele tomou a direção tirando o coletivo de dentro da garagem da concessionária e sendo perseguido pela Guarda por 15 minutos. Só parou porque bateu em um poste no Parque das Colinas. Familiares alegam que ele tem problemas psiquiátricos.
No mesmo dia vem à tona imagens de uma ocorrência policial de junho, no Vale Verde, em que PMs agridem um homem e uma mulher em frente a uma criança. O caso foi repercutido nos principais jornais do país.
Enquanto a saúde mental não for tratada com o mesmo esmero que o salário e os privilégios dos políticos, enquanto as vítimas não forem os que são pagos para fazer e nada fazem, a insanidade coletiva vai continuar.