APHV denuncia demolição da casa-sede da antiga Fazenda Jurema em Valinhos

Associação destaca que preservar construções históricas é um dever coletivo

Construída no século XIX, a antiga sede da Fazenda Jurema era considerada uma das estruturas mais antigas de Valinhos

Na última segunda-feira, dia 7, a Associação de Preservação Histórica de Valinhos (APHV) protocolou uma denúncia na Prefeitura de Valinhos sobre a demolição da casa-sede da antiga Fazenda Jurema, situada no atual Lar São Joaquim.

Testemunha silenciosa da era do café

Construída no século XIX, a antiga sede da Fazenda Jurema era considerada uma das estruturas mais antigas de Valinhos, sendo uma verdadeira testemunha da época áurea da produção cafeeira, quando a cidade abrigava cerca de 150 mil pés de café e utilizava tecnologia a vapor.

Perda irreparável para o patrimônio de Valinhos

O imóvel pertenceu a famílias tradicionais como os Sousa Queirós e os Campos Sales. Posteriormente, foi rebatizado como Fazenda São Domingos.
A demolição da sede e da casa de colonos representa uma perda irreparável para o patrimônio histórico e cultural de Valinhos, apagando parte essencial da memória arquitetônica da cidade.

APHV faz alerta e cobra ações efetivas

Diante da situação, a APHV fez um alerta urgente à sociedade e ao poder público: é preciso preservar o que resta das estruturas históricas da cidade.

“A preservação das construções mais antigas de Valinhos é um dever coletivo. Sem memória, não há identidade”, destacou a entidade.

Especialistas se manifestam sobre a destruição

Especialistas se manifestam sobre a destruição

Bryan Gouveia, diretor social da APHV e pesquisador da história das fazendas cafeeiras de Valinhos, lamentou a destruição da sede e da casa de colonos.

“A sede era construída em taipa e era uma das edificações mais antigas do município. Sua perda é gravíssima e revela a fragilidade das políticas de preservação da nossa memória”, afirmou.
“É fundamental que situações como essa sejam evitadas com diálogo, transparência e ações concretas de valorização do patrimônio cultural”, concluiu.

O jornalista Rodrigo Busnardo também manifestou sua indignação diante da perda histórica:

“Quem vai exigir que as instâncias envolvidas reparem esses verdadeiros crimes contra o patrimônio? Cadê os líderes dos grupos que defendem essas causas? Por que se reconhece uma polenta como patrimônio e se ignora a demolição de um prédio com 200 anos?”

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