

Por Vitor Paderes
Cerca de 100 idosos participam atualmente das atividades de capoterapia em Valinhos, projeto coordenado por Dulcy Strapasson, conhecida como Professora Jubileu. A prática, baseada nos movimentos da capoeira, mas adaptada e sem golpes de luta, é voltada à promoção da saúde, bem-estar e socialização, especialmente para a melhor idade e pessoas com mobilidade reduzida.
Baseada nos movimentos da capoeira, mas adaptada sem golpes de luta e indicada para todas as idades e sem restrições, a capoterapia respeita os limites físicos de cada participante. Segundo Dulcy, a iniciativa nasceu do amor que sempre teve pelos idosos. “A capoterapia chegou à minha vida pelo carinho que tenho por eles. No início, queria ajudar meus pais, mas percebi que poderia alcançar muito mais pessoas”, afirma. Hoje, o impacto vai além do exercício físico: o projeto leva alegria e fortalece vínculos comunitários.
Os benefícios são amplos. Na saúde física, a atividade melhora agilidade, flexibilidade, coordenação motora e força muscular, além de contribuir para a capacidade cardiorrespiratória e reduzir o risco de quedas. No aspecto mental, diminui estresse, ansiedade e sintomas de depressão, estimulando a produção de endorfina. Já no campo cognitivo, os movimentos rítmicos favorecem memória, concentração e raciocínio.
A socialização é outro destaque. As aulas promovem interação, criam vínculos e fortalecem a autoestima, combatendo a solidão. A prática também é acessível a sedentários, sendo adaptada conforme as necessidades individuais.
Neste sábado, às 9h, o grupo realiza uma apresentação ao ar livre no Largo São Sebastião, no coreto, com o objetivo de atrair novos participantes e divulgar a modalidade. As aulas são gratuitas e acontecem às terças-feiras, às 18h30, no Centro Comunitário do Jardim Itapuã, e às quintas-feiras, às 7h30, no Centro Comunitário do Jardim Paraíso. Presente em centros de convivência, praças e até em UBS, a capoterapia une cultura brasileira e exercício físico para promover longevidade com qualidade de vida.
Para Dulcy, a mensagem é simples e direta: “Capoterapia é vida, é saúde e é bem-estar para todos”.