Cantora é considerada uma das maiores vozes da história da música popular brasileira
Hoje, 17 de março, Elis Regina faria 80 anos. Nascida nesta data, em 1945, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, mesmo com sua pequena estatura – 1,53m -, é considerada uma das maiores vozes da história da música popular brasileira.
Elis Regina era conhecida não apenas pela sua grande extensão vocal como também pela versatilidade de sua voz e interpretação marcante. Ela interpretou canções em diversos gêneros, como bossa nova, rock, jazz e, claro, MPB. Uma de suas marcas no palco era estender os braços enquanto cantava, interpretando as canções também com seu corpo.
Ao longo de toda a sua carreira, Elis Regina colaborou com diversos compositores brasileiros, entre eles, Tom Jobim, Ivan Lins, Belchior e Vinicius de Moraes. No álbum autointitulado Elis, por exemplo, ela colaborou com dois jovens compositores da época: Milton Nascimento e Gilberto Gil. Entre as principais canções da cantora, estão: Águas de Março – (1972), Madalena (1971), Como Nossos Pais (1976), Fascinação (1978), O Bêbado e a Equilibrista (1979), Alô, Alô Marciano (1980).
Ofensa aos gorilas
Na década de 1970, com sua diversidade de estilos que caracteriza a carreira dela, Elis Regina cantou sobre a ditadura militar.
Ela se posicionou contra o golpe não apenas nas letras das músicas. Em uma entrevista, em 1969, ela afirmou que o Brasil “era governado por gorilas” — e logo desculpou-se dizendo que não queria “ofender os gorilas”.
Apesar de malvista pelo regime, nunca chegou a ser presa. Em 1979, O Bêbado e A Equilibrista, se tornou célebre neste contexto. Politizada, em 1981, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Pimentinha
Vinícius de Moraes deu a ela o apelido de “pimentinha”, que se tornou uma de suas marcas. Dotada de muita personalidade, Elis ajudou a definir a MPB como “moderna e comprometida com a realidade social do Brasil”.
Elis morreu aos 36 anos em 19 de janeiro de 1982, em seu apartamento em São Paulo. Ela tinha 36 anos e está sepultada no Cemitério Morumbi. A cantora deixou três filhos e um enorme legado de referência de qualidade na voz e interpretação da música brasileira.