Em boa e amigável companhia

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. (Saint-Exupéry, em “O Pequeno Príncipe”).

                Amizade, em sentindo amplo, “é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo” (Wikipédia).

                Ao chegarmos a certa idade da vida, a bordo da caravela com a qual singramos os dias da nossa jornada terrena, constatamos que lá no cesto do seu mastro, nos vemos sozinhos. O cesto é pequeno e nele sequer cabe poucas pessoas.

                Faltam amigos de verdade, os quais são difíceis de identificar. Debatemo-nos com uma dúvida: como entender melhor e identificar uma verdadeira amizade, e de como sermos amigos sinceros dos que nos cercam, retribuindo esse belo sentimento.

                Os autores Janguiê Diniz e Marcos Alencar, sugerem uma lista de pequenos exercícios mentais para que possamos identificar um amigo de verdade. Assim, pergunte a si mesmo: se eu não tivesse poder nem influência, ele seria meu amigo? Qual o interesse dessa amizade e de tanta gentileza? Se eu fizesse algo errado, ele me criticaria? Esse que se diz amigo realmente vibra com as minhas conquistas, se sente parte delas, ou ele as inveja? Qual a reação corporal (sinais) quando eu cito alguns dos meus planos de sucesso, de futuro? Ele soma na minha vida ou suga a minha vida?

                Evidente que não podemos só nos relacionar apenas com pessoas que passam na estreita porta da lealdade, do altruísmo e da real amizade. No entanto, é preciso ter sempre presente que a amizade é o tônico das relações, ela gera a renovação, o perdão, a tolerância às diferenças e nos torna mais saudáveis frente à vida. Sentimentos esses que devem ser cultuados e aprimorados dos dois lados: do nosso lado e do lado daquele que identificamos como amigo. Quem vive plenamente sem amigos?

                E, nesse sentido, me considero uma pessoa feliz, saudável e com imensa alegria de viver, como a minha saudosa mãe Olga, que tinha fome de vida. Isso porque tenho amigos queridos, alguns desde a infância, a adolescência.

                E nesta singela crônica, quero compartilhar esse sentimento de amizade com a estimada Beth Obern, ser humano altruísta e da mais alta qualidade moral, que tem estado presente na nossa vida, agregando a ela valor humano, posto que é catalizadora dos relacionamentos que nos unem e nos ligam aos verdadeiros amigos. Tanto assim que, por sua obra e graça, recentemente tivemos a oportunidade de estarmos em boa e amigável companhia. Saindo, Mirian e eu, de evento de homenagem a Tom Santos, na Câmara Municipal, fomos recepcionados pela Lola Mampim, em sua residência, com muito carinho e simpatia, ao lado da Beth, da Margarida Sorroce, a quem brindamos pelo seu natalício, além de muitas outras amigas queridas, com quem pude recordar momentos passados, alguns tristes, outros felizes, mas que traduziram compartilhamento de verdadeira, significativa e real amizade.

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