Conflito entre potências nucleares se intensifica após atentado na Caxemira; ONU e líderes mundiais pedem contenção e diálogo urgente


ONU, Estados Unidos, UE, Rússia e França fizeram apelos por moderação
A escalada do conflito entre Índia e Paquistão — ambas potências nucleares com histórico de hostilidades — voltou a alarmar a comunidade internacional após uma série de ataques com drones e bombardeios nas regiões de fronteira. O episódio mais recente ocorre após um atentado em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, que deixou 26 mortos. Nova Délhi responsabiliza o Paquistão pelo ataque, alegando apoio a grupos insurgentes muçulmanos, o que Islamabad nega veementemente.
Desde a partilha do território da Caxemira em 1947, a região tem sido um ponto de tensão constante entre os dois países. Agora, os confrontos se intensificaram com o uso de tecnologia militar avançada. O exército indiano afirmou ter destruído “campos terroristas” na Caxemira e no Punjab, enquanto o Paquistão respondeu com artilharia pesada, deixando ao menos 48 mortos — 32 paquistaneses e 16 indianos.
Drones têm sido usados em ataques noturnos, provocando explosões em áreas sensíveis, como o aeroporto de Jammu. A Índia também alega ter destruído um sistema de defesa aérea em Lahore, alimentando ainda mais o clima de hostilidade. As acusações mútuas tornam o cenário ainda mais volátil.
A ONU, os Estados Unidos e a União Europeia pedem contenção imediata e diálogo entre as partes. O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu sobre os riscos de uma guerra em larga escala, enquanto o presidente americano Donald Trump e líderes europeus ofereceram mediação para evitar uma nova crise internacional.
Com a tensão crescente e a ausência de canais eficazes de negociação, o medo de uma guerra aberta entre Índia e Paquistão volta a rondar o sul da Ásia, elevando a crise a um dos principais focos de preocupação geopolítica global.