Ato público ocorreu no Teatro de Arena no Campus de Campinas
A Unicamp realizou nesta quinta-feira um ato público para leitura da “Carta às Brasileiras e Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito!”, que foi elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O evento ocorreu no Teatro de Arena do campus de Campinas da universidade. A leitura foi feita pelo por Sílvia Santiago, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e diretora-executiva de Direitos Humanos da universidade e pelo professor emérito da Unicamp, Rodolfo Ilari.


Quem conduziu o ato foi a coordenadora-geral da Unicamp e vice-reitora, Maria Luiza Moretti, ela comentou “Têm sido constantes os ataques ao Supremo (Tribunal Federal) e ao Tribunal (Superior) Eleitoral, colocando em risco por desconfiança nosso sistema eleitoral, o que é muito grave”.
“Todas as pessoas e entidades progressistas do país precisam se posicionar. Há riscos à democracia há um bom tempo em nosso país”, afirma Silvia Gatti, professora do Instituto de Biologia (IB) e vice-presidenta da ADunicamp.
A docente também comenta que o ato marcará o início de uma série de atividades organizadas pela associação para a discussão de temas relacionados à docência, como a defesa da ciência como instrumento para fortalecer a democracia. “Há um anseio de nossos docentes por posicionamentos firmes, definidos e definitivos. Não por um partido ou candidato específico, mas um posicionamento pela democracia”, destacou Gatti.
O evento contou com a presença de diversos membros da comunidade acadêmica, como alunos, diretores das unidades de ensino e ex-reitores. Marcelo Knobel, que foi reitor entre 2017 e 2021, destacou a importância da iniciativa. “É absolutamente fundamental, um momento histórico, importante, nossa democracia está em jogo, está em perigo, e a gente precisa mostrar que sem democracia o país não tem futuro, como tem muitas ameaças nesse momento a gente precisa se mobilizar e manifestar a importância da democracia para nosso futuro, para nosso país”.
Segundo Matheus Albino, coordenador-geral da APG Unicamp, a entidade procura acompanhar os movimentos de mobilização nacional em defesa da ciência e da tecnologia, como os da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
“Assistimos ao desmantelamento do sistema nacional de educação e de pós-graduação, especialmente pela desestruturação das agências de fomento, a Capes e o CNPq. Temos acompanhado todos os ataques e cortes feitos nas universidades federais e nos colocado nesse processo junto às outras entidades e movimentos sociais”, comentou.
Unir forças com a sociedade civil também é a preocupação do STU, outra entidade organizadora da leitura pública da carta na Unicamp. “O envolvimento das entidades do campus na defesa da democracia é muito importante. O cenário para a ciência, tecnologia e ensino de graduação e pós-graduação públicos estão sob risco. É fundamental que as entidades ligadas às universidades e à sociedade civil se engajem na defesa desse sistema para que não haja retrocessos”, pontua José Luís Pio Romera, membro da diretoria do sindicato.
“Não há possibilidade de pensarmos em ciência, cultura, tecnologia e inovação sem a ideia de democracia. Enquanto instituição, a Unicamp participa ativamente de movimentos em prol da democracia”, destaca Antonio Meirelles, reitor da Unicamp. Ele estará em São Paulo representando a universidade no evento da USP. “Este é um ato importante, tem relação com a história de nossas universidades e com o atual momento. A democracia é um dos nossos valores, e temos profunda convicção da força de nossos procedimentos institucionais. A Unicamp participa da comissão de transparência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nosso sistema é avançado e totalmente confiável”.
Fonte: CBN e Unicamp