Quadrilha furta cofre com R$ 1 milhão em joias de joalheria na Zona Sul de São Paulo

Câmeras de segurança registraram um suspeito usando máscara e ao menos um dos veículos utilizados pela quadrilha que furtou um cofre com cerca de R$ 1 milhão em joias de ouro e diamantes de uma joalheria em Moema, na Zona Sul de São Paulo. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (16) e é investigado pela Polícia Civil.

As imagens mostram parte da ação dentro de um prédio comercial onde funciona a loja, localizada no 12º andar de um condomínio na Alameda dos Maracatins. Pelo menos três criminosos teriam participado do furto. A polícia analisa as gravações para identificar o homem que aparece com o rosto coberto no elevador.

Uma mulher foi presa na quarta-feira (18) por suspeita de envolvimento no crime. O nome dela não foi divulgado. No mesmo dia, um porteiro suspeito de ter facilitado a entrada dos criminosos prestou depoimento no 27º Distrito Policial (Campo Belo).

Três carros que teriam sido usados na ação foram apreendidos. Um deles, de cor branca, aparece nas imagens circulando pela garagem do edifício. De acordo com a investigação, os criminosos arrombaram a joalheria e levaram um cofre que pesava mais de 450 quilos.

O cofre armazenava cerca de 100 peças, entre elas 26 pares de brincos, 15 anéis, 32 colares, nove pingentes, seis correntes e cinco pulseiras, todos confeccionados em ouro com diamantes. Os bens não possuíam seguro.

A polícia apura se os suspeitos utilizaram uma serra elétrica para soltar o cofre e, em seguida, o transportaram em um carrinho de mão até um dos veículos. Imagens internas registraram, por volta das 2h30 da madrugada, suspeitos deixando o prédio em um carro branco pela garagem.

Segundo as investigações, o crime teria sido planejado com antecedência. Os suspeitos estariam monitorando a movimentação da joalheria há cerca de uma semana. Eles sabiam a localização das câmeras e das fiações do sistema de monitoramento. Parte dos equipamentos foi furtada e algumas câmeras foram cobertas com fita adesiva.

Na sexta-feira (13), dias antes do furto, suspeitos foram filmados no centro comercial alegando que realizavam serviços no local, o que reforça a hipótese de planejamento prévio.

Uma sacola contendo faqueiro de prata, travessas e pratos, avaliados em aproximadamente R$ 20 mil e também furtados da joalheria, foi encontrada no subsolo do prédio e devolvida aos proprietários.

De acordo com o boletim de ocorrência, apenas um funcionário fazia a segurança do prédio no momento do crime. O outro vigilante que deveria estar de plantão havia sido dispensado dias antes. O porteiro que trabalhava na madrugada do furto é investigado por suspeita de ter facilitado a entrada dos criminosos.

Os proprietários da joalheria já foram ouvidos e informaram que atendem clientes selecionados e influenciadores digitais. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

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