Governo teme avanço da CPI do INSS após reações tardias de Lupi às fraudes

O governo federal avalia que a reação tardia do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi
 Foto: Joédson Alves/Agência Brasi

O governo federal avalia que a reação tardia do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, em relação às fraudes no INSS pode causar mais danos à imagem do governo e aumentar as chances de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A crítica à operação “Sem Desconto”, feita por Lupi durante a Comissão de Previdência na Câmara dos Deputados, foi vista como uma tentativa de salvar seu cargo, mas chegou tarde, segundo assessores presidenciais. O ministro deveria ter se posicionado de forma mais contundente quando as fraudes foram inicialmente reveladas.

A reação tardia, de acordo com fontes do governo, ocorreu apenas após a pressão de rumores sobre sua possível saída. Essa demora comprometeu a imagem do ministro e, por consequência, do governo Lula. Agora, o governo teme que o avanço de uma CPI do INSS, liderada pela oposição, prejudique ainda mais o presidente e o clima no Congresso. A crise é intensificada pela pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, que enfrenta dificuldades em pautar a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de janeiro de 2023.

A CPI do INSS, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões, pode aprofundar o desgaste entre governo e oposição. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) já teria reunido as assinaturas necessárias para protocolar o pedido de investigação, aumentando o risco de uma nova crise política para o governo.

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