A história de Valinhos está diretamente ligada à chegada dos imigrantes italianos e japoneses, que ajudaram a transformar o município em uma referência agrícola, econômica e cultural no interior paulista.
A imigração italiana ganhou força após a abolição da escravatura no Brasil, em 1888, quando fazendas passaram a contratar trabalhadores assalariados para substituir a mão de obra escravizada. Em Valinhos, os italianos tiveram papel decisivo no desenvolvimento da então Vila Valinhos, mudando o perfil agrícola da região, introduzindo novas culturas e impulsionando o comércio e a urbanização.
Um dos maiores legados da imigração italiana foi a introdução do figo roxo. Em 1901, o italiano Lino Busato trouxe da Itália mudas da variedade San Pietro e iniciou o cultivo na Chácara Santa Cruz. O fruto se adaptou ao solo valinhense e rapidamente ganhou destaque pela qualidade. Com o passar dos anos, outras famílias italianas passaram a cultivar o figo, principalmente após o declínio do café, consolidando Valinhos como a “Capital do Figo Roxo”.
Décadas depois, a imigração japonesa também deixou marcas profundas na cidade. As primeiras famílias japonesas chegaram ao bairro Macuco em 1954, trazendo novas técnicas agrícolas e fortalecendo a produção rural local.
Inicialmente dedicados ao cultivo do tomate, os imigrantes japoneses passaram a investir na produção de goiaba, que ganhou força principalmente com o trabalho de famílias como os Kusakariba e, posteriormente, produtores como Yoshinobu Kusse. A fruta se tornou um dos principais símbolos agrícolas do município, levando à criação da Expogoiaba, realizada em conjunto com a tradicional Festa do Figo.












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