

O governo do Irã convocou sua população para formar correntes humanas em torno de usinas de energia nesta terça-feira (7), em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos após declarações do presidente Donald Trump. A mobilização ocorre horas antes do prazo final estipulado por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, previsto para 21h no horário de Brasília.
A convocação foi feita por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, que pediu a participação de “jovens, atletas, artistas, estudantes e professores”. Segundo ele, “as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”, justificando a ação como forma de proteção diante de possíveis ataques.
A iniciativa remete a episódios anteriores de tensão, quando iranianos formaram correntes humanas ao redor de instalações nucleares em momentos críticos nas relações com o Ocidente. Desta vez, o temor envolve possíveis ataques a infraestruturas estratégicas, incluindo usinas e pontes.
A crise se intensificou após um ultimato de 48 horas dado por Trump no último domingo (5). Em pronunciamento na segunda-feira (6), o presidente norte-americano afirmou que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”, elevando o tom das ameaças e aumentando a apreensão internacional.
Segundo a agência Associated Press, o clima em Teerã é de incerteza e medo. Moradores relatam preocupação com a possibilidade de cortes de energia em larga escala e um agravamento do conflito. “Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse um jovem sob condição de anonimato.
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de cidadãos estão dispostos a defender o país. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que mais de 14 milhões de iranianos já se manifestaram prontos para “sacrificar suas vidas” pelo Irã.
De acordo com o governo, esse número representa voluntários que responderam a campanhas da mídia estatal e a convocações por mensagens de texto. O país possui cerca de 90 milhões de habitantes.
As declarações e mobilizações indicam que o Irã não deve ceder às pressões dos Estados Unidos, aumentando o risco de um novo capítulo de instabilidade no cenário internacional.
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