Fifa confirma participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 nos EUA mesmo em meio à guerra

A Fifa confirmou nesta terça-feira (10) que a seleção de futebol do Irã terá permissão para entrar nos Estados Unidos e disputar a Copa do Mundo de 2026, apesar da guerra em curso envolvendo o país no Oriente Médio.

A informação foi divulgada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, que afirmou ter se reunido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o andamento dos preparativos do torneio. Segundo ele, recebeu garantias de que a delegação iraniana poderá participar da competição.

Esta será a quarta Copa do Mundo consecutiva com a presença do Irã. Os três jogos da seleção na fase de grupos estão programados para acontecer em cidades norte-americanas: contra a Nova Zelândia e a Bélgica, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle.

Recentemente, autoridades iranianas levantaram dúvidas sobre a participação do país no torneio devido à guerra. Durante o encontro, no entanto, Infantino afirmou que o governo norte-americano garantiu a presença da equipe.

“Durante as discussões, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”, declarou o dirigente da Fifa.

A posição contrasta com declarações feitas anteriormente pelo próprio presidente norte-americano. Em entrevista ao site Político, no dia 3 deste mês, Trump afirmou que o Irã é um “país muito derrotado” e chegou a dizer que não se importaria caso a seleção iraniana não disputasse a Copa do Mundo.

Infantino mantém uma relação próxima com o líder norte-americano. Trump chegou a receber o prêmio inaugural da paz da Fifa, criado pela entidade máxima do futebol — iniciativa que, segundo analistas, teria sido pensada especialmente para o presidente.

Outro ponto de preocupação envolve a entrada de torcedores iranianos no país. Em versões anteriores de políticas migratórias do governo Trump, cidadãos do Irã estavam incluídos em restrições de viagem aos Estados Unidos.

Mesmo diante do cenário de tensão internacional, a Fifa mantém a expectativa de que o torneio ocorra normalmente.

“Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas, agora mais do que nunca”, afirmou Infantino, agradecendo ao presidente norte-americano pelo apoio.

O diretor de operações da Copa do Mundo da Fifa, Heimo Schirgi, também reforçou que a competição não deverá sofrer alterações por causa do conflito.

Segundo ele, a entidade acompanha a situação de perto. “Estamos lidando com a situação um dia de cada vez e, em algum momento, chegaremos a uma resolução”, afirmou.

Schirgi ressaltou ainda que o torneio é grande demais para ser cancelado ou adiado. “A Copa do Mundo é um evento muito grande e esperamos que todos os classificados possam participar”, concluiu.

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