

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (9) que irá focar em “defesa e retaliação” contra os Estados Unidos e Israel após a eleição de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, que também descartou qualquer possibilidade de cessar-fogo no atual conflito.
Questionado durante coletiva de imprensa sobre negociações para interromper os ataques, Baghaei afirmou que, enquanto as ofensivas dos Estados Unidos e de Israel continuarem, não há espaço para outro tipo de discussão.
“Não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos”, declarou o porta-voz.
Baghaei também acusou os Estados Unidos de estarem interessados nos recursos petrolíferos do Irã. Segundo ele, “não há dúvidas” de que Washington busca enfraquecer e dividir o país para controlar o petróleo iraniano.
A declaração representa o primeiro posicionamento público do governo iraniano após a escolha de Mojtaba Khamenei para liderar o país. Mojtaba é filho de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã que morreu em 28 de fevereiro após bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel. O episódio marcou o início da atual guerra no Oriente Médio.
Também nesta segunda-feira, o governo iraniano anunciou oficialmente o fim do mandato do líder supremo interino e confirmou que Mojtaba Khamenei assumiu o cargo de forma definitiva.
Durante a coletiva, Baghaei ainda acusou alguns países europeus, entre eles a França, de contribuírem para o cenário que permitiu a ofensiva militar contra o Irã.
“Países europeus que infelizmente ajudaram a criar essas condições. Em vez de insistirem no império da lei e resistirem ao assédio e aos excessos dos EUA, demonstraram concordância no Conselho de Segurança da ONU no debate sobre o restabelecimento das sanções contra o Irã. Tudo isso encorajou os norte-americanos e os sionistas a continuarem cometendo seus crimes”, afirmou.
O conflito entrou no décimo dia nesta segunda-feira e já se espalhou por diferentes países do Oriente Médio, que passaram a ser alvo de ataques retaliatórios iranianos. Sob a liderança de Mojtaba Khamenei, Teerã também manteve ataques aéreos contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares dos Estados Unidos.
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