

A expansão da leucena (Leucaena leucocephala), considerada uma das espécies invasoras mais agressivas do mundo, tem mobilizado autoridades e especialistas em Valinhos e região. O tema foi debatido em encontros recentes com participação do Consórcio PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e técnicos da Prefeitura, diante dos impactos ambientais causados pela planta.
A leucena compromete a regeneração natural da vegetação e contribui diretamente para a perda de biodiversidade, afetando tanto áreas urbanas quanto rurais. O avanço da espécie foi discutido durante reunião plenária das Bacias PCJ, em Santa Bárbara d’Oeste, e também em um encontro técnico promovido pela Secretaria do Verde e da Agricultura de Valinhos.
O vice-prefeito e presidente do DAEV S.A., Luiz Mayr Neto, destacou a necessidade de ações estruturadas para conter o problema. “Essa espécie exótica invasora ameaça a biodiversidade. É preciso um plano de manejo, respeitando o regramento jurídico, para sua eliminação gradual e substituição por mudas nativas”, afirmou.
O Consórcio PCJ já desenvolve estudos sobre o controle da leucena e orienta os municípios a adotarem estratégias eficazes. Especialistas alertam que o simples corte da planta não resolve o problema, sendo necessário um manejo contínuo e planejado, aliado à recuperação com espécies nativas.
Em nível municipal, Valinhos realizou um encontro técnico com o engenheiro agrônomo e doutor Marcelo Machado Leão, da Esalq-USP, para discutir soluções e trocar experiências. O secretário do Verde e da Agricultura, André Reis, reforçou a urgência de um planejamento estruturado. “A leucena já está presente em diversas áreas da cidade e vem prejudicando nossos ecossistemas naturais”, explicou.
Durante a reunião, foram apresentadas características da espécie, histórico de disseminação e técnicas de controle aplicadas em outras regiões. O diretor de Meio Ambiente, Theophilo Olyntho de Arruda Neto, destacou a importância de um plano estratégico abrangente.
“É fundamental avançar em ações que envolvam legislação, mapeamento e classificação das áreas afetadas, além de integrar poder público, iniciativa privada e sociedade civil”, afirmou.
A base legal para esse enfrentamento já existe no município. A Lei nº 5.465/2017 institui o Programa Municipal de Controle de Espécies Exóticas Invasoras Vegetais e autoriza a remoção dessas plantas em áreas públicas e privadas, além de proibir o plantio.
Originária do México e da América Central, a leucena foi introduzida no Brasil na década de 1940 e hoje figura entre as 100 piores espécies invasoras do mundo. Seu crescimento rápido e capacidade de dominar áreas naturais dificultam o desenvolvimento da vegetação nativa.
Além da leucena, outras espécies também são consideradas invasoras em Valinhos, como a acácia-negra, o alfeneiro, a figueira e a palmeira seafórtia.
O avanço dessas plantas reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e ações integradas para preservar os ecossistemas locais e garantir o equilíbrio ambiental no município.
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