Salve, 2026!

Olá, queridos leitores!

Desde 2025, antes das festas de final de ano, não nos falávamos, e, nesse intervalo, tantas esperanças se renovaram, tantas coisas boas aconteceram, não é mesmo? Tivemos Natal, Ano-Novo, novos sonhos e aquela agradável sensação de recomeço. — que afinal parece que não veio…

Por algum motivo que me escapa, o mundo quis mesmo foi andar para trás e decidiu não seguir o tal caminho de renovação. 2026 começou virado.

Quem imaginaria que a maior “democracia” do mundo — autoproclamada por eles —, invadiria a Venezuela, nossa vizinha, e retiraria seu governante?

Eu sei que o Maduro estava “passado” dos limites, mas nada disso justifica o ataque à soberania de um país. Não se trata apenas de tirar Maduro do poder, mas sim de violar as leis internacionais, os direitos de soberania das nações.

Parece até que o Trump resolveu interpretar Marx de uma forma própria, tentando se apropriar dos meios de produção venezuelanos.

Trump não me parece ser uma pessoa delirante, embora se comporte de maneira bastante peculiar.

O antigo sonho americano de dominar toda a costa do Pacífico persiste há muito. Do Alasca ao ponto mais distante do sul. Para os Estados Unidos, o importante é garantir autonomia no transporte de mercadorias, facilitando seu comércio e dificultando que outros países, como a China, exerçam planos similares.

Não é à toa que Trump já falou em retomar o Panamá e fez outras declarações polêmicas. Para além da Venezuela, já falou muito sobre a Groenlândia, já mandou recados à Colômbia e até mesmo o Brasil pode estar nos cálculos geopolíticos dos Estados Unidos, pelo menos na visão deste humilde articulista. — o aeroporto de Fernando de Noronha que se cuide e não se deixe levar pelo “direito histórico de retorno operacional” alegado pelo Tio Sam.

O futuro da Venezuela é incerto, mas será que essa ideia de tomar os meios de produção venezuelanos é um plano neocomunista de Trump que irá estatizar tudo, para depois distribuir o lucro com os mais necessitados e assim conquistar o seu tão almejado Nobel da Paz?

Difícil entender a cabeça daquele homem alaranjado, confusa até para os seus aliados mais próximos. Nem todos do partido Republicano gostaram da invasão — aliás nem houve consulta aos congressistas daquele país —. Mas agora é tarde, já aconteceu, o mundo está parado e, por ora, ninguém parece disposto a questioná-lo e muito menos a confrontá-lo.

Acho que o neocomunismo trumpista venceu.

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