Sacerdote ortodoxo revela planos em Valinhos, critica o governo Lula e diz que a fé precisa ocupar espaços de poder


“Minha fé não é estratégia, é vocação. Onde houver espaço para defender a verdade e a família, ali estarei.”
Padre Kelmon, o senhor tem feito visitas frequentes a Valinhos. Quem é o senhor além da batina?
Sou um sacerdote que nunca separou fé de ação. Amo o Brasil, luto pela liberdade do nosso povo e acredito que a política precisa voltar a ser conduzida por princípios morais e patrióticos. Muitos me conhecem pelas polêmicas, mas poucos conhecem minha trajetória de missão e enfrentamento à destruição dos valores cristãos.
O senhor se considera político ou missionário?
Sou um missionário da fé que entende que, para transformar a sociedade, é preciso também agir politicamente. A fé sem ação é vazia. Não sou político tradicional. Luto para que os princípios cristãos sejam respeitados e representados nas decisões públicas.
Por que tantas visitas a Valinhos? Há projetos em andamento?
Valinhos me acolheu com portas abertas. Estou com dois programas na VV8 TV: Oração pelo Brasil e Confessionário. Além disso, estamos estruturando a regional do Foro do Brasil, movimento que articula lideranças conservadoras e patrióticas. Também trabalhamos na implantação de uma igreja ortodoxa e da sede do Vicariato Ortodoxo na cidade.
O senhor será candidato à Presidência em 2026?
Estou filiado ao PL, mas não estou em pré-campanha. O foco agora é consolidar o Foro do Brasil, que surge como resposta ao Foro de São Paulo. Defendemos os pilares: Cristo, família e soberania nacional.
O senhor quer ocupar o espaço deixado por Bolsonaro na direita cristã?
Bolsonaro representa valores que muitos brasileiros defendem: Deus, pátria, família e liberdade. Não quero substituí-lo, mas somar forças. Sou um aliado dessa luta por princípios cristãos. Meu compromisso é com o povo e com Cristo.
Fé e política: até onde vão os limites?
O Brasil é um Estado laico, mas não sem valores. A ética cristã deve orientar as decisões públicas. Defendo que o país seja governado com base em verdade, dignidade, respeito à vida e temor a Deus.
Há críticas à sua ordenação. O senhor responde como?
Minha ordenação é legítima e minha missão é verdadeira. Não entrei na política por vaidade, mas por convicção. Muitos brasileiros se sentem representados por alguém que defende sua fé. Minha caminhada é de vocação, não de conveniência.
Em 2022, foi chamado de “candidato laranja”. Como responde a isso?
Esses rótulos são tentativas de desqualificar. Assumi a candidatura com coragem, a convite de Roberto Jefferson, por ter perfil de combate à esquerda e defesa da vida e da liberdade. Fui e sigo sendo um soldado da fé.
Como avalia o governo Lula?
É um desastre moral, econômico e espiritual. Vemos corrupção, aparelhamento e perseguição aos valores cristãos. Enquanto o povo sofre, o governo se alinha a regimes autoritários e tenta calar vozes conservadoras.
Como dialogar com jovens e progressistas em meio à polarização?
Com respeito e verdade. Muitos foram enganados por narrativas ideológicas. O Foro do Brasil quer justamente despertar consciências e construir pontes com quem busca a verdade. Não estou aqui para agradar, mas para cumprir uma missão.
Deixe uma mensagem final aos valinhenses.
Valinhos é terra fértil para a fé e a verdade. Que Deus abençoe cada família desta cidade. Contem com minhas orações e com meu compromisso de lutar pela liberdade, pelos valores cristãos e pelo futuro do nosso Brasil. Valinhos está no meu coração. Avante, com coragem e fé!









