

A mobilização para impedir o leilão da Fazenda Remonta, uma das maiores áreas verdes remanescentes entre Valinhos e Campinas, chegou à Presidência da República. O Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu aos pedidos de preservação da área e informou que o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Defesa e o Ministério das Cidades já foram oficialmente comunicados e estão cientes do tema.
A articulação foi realizada pelos vereadores Wágner Romão, de Campinas, e Marcelo Yoshida, de Valinhos, em conjunto com o Fórum Socioambiental de Campinas. Também foram encaminhados documentos à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (atual Deputada Federal), com apoio de conselheiros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) de Valinhos e do COMDEMA de Campinas.
A Fazenda Remonta ao todo possui cerca de 4 milhões de metros quadrados (407 hectares) e a área localizada em Valinhos será leiloada pelo Fundo Habitacional do Exército no dia 1º de julho, com expectativa de arrecadação de R$ 90 milhões.
Entidades ambientais alertam que a urbanização da área pode comprometer a biodiversidade, os recursos hídricos, o abastecimento de água e a capacidade natural de contenção de enchentes em Valinhos, Campinas e região.
No documento enviado às autoridades, os representantes pedem uma articulação entre o município e órgãos estaduais e federais para avaliar medidas legais e administrativas que garantam a proteção ambiental da área e evitem seu parcelamento para empreendimentos imobiliários.
Em Valinhos, a Câmara Municipal aprovou em caráter de urgência o tombamento da Gleba B da Fazenda Remonta, medida sancionada pelo prefeito Franklin Duarte de Lima (PL). A legislação proíbe intervenções que possam descaracterizar a área, como retirada de vegetação, aterramento de recursos hídricos e parcelamento do solo.
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