

As projeções climáticas indicam que 2026 deverá ser marcado por temperaturas elevadas no Brasil, seguindo a tendência de aquecimento observada nos últimos anos. Especialistas alertam que o calor acima da média histórica será resultado da combinação entre o aquecimento global contínuo e a possível influência de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña ao longo do ano.
Em nível global, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) já destacou a gravidade do cenário. Há cerca de 50% de chance de que a temperatura média anual do planeta ultrapasse temporariamente o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais em pelo menos um dos anos entre 2022 e 2026. Além disso, a probabilidade de que a média de temperatura desse período de cinco anos supere a do quinquênio anterior é estimada em 93%, reforçando o avanço do aquecimento global.
No Brasil, o comportamento do clima em 2026 deverá ser influenciado por uma possível transição do fenômeno La Niña para condições de neutralidade ou até a formação de um novo El Niño ao longo do ano. Esse cenário tende a favorecer temperaturas mais altas em grande parte do território nacional.
Durante o verão de 2026, entre dezembro de 2025 e março de 2026, a previsão aponta para calor acima da média histórica, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com possibilidade de ondas de calor e temperaturas que podem ultrapassar os 35°C. A atuação de uma La Niña fraca no início do período pode provocar chuvas irregulares e tempestades isoladas, mas sem aliviar de forma significativa o calor intenso.
Já no segundo semestre de 2026, modelos climáticos indicam o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, sinalizando a chance de um novo evento de El Niño. Caso se confirme, o fenômeno costuma intensificar ainda mais as temperaturas em diversas regiões do país, além de alterar os padrões de chuva.
Em resumo, os estudos climáticos apontam que 2026 tem grande probabilidade de ser um ano muito quente no Brasil, mantendo a sequência de recordes de temperatura observados recentemente. O cenário reforça o alerta para a adoção de medidas de adaptação, cuidados com a saúde durante períodos de calor extremo e atenção redobrada a eventos climáticos cada vez mais intensos.