Uso de cigarros eletrônicos cresce entre jovens e acende alerta de saúde

Produtos com nicotina, como cigarros eletrônicos e outras versões aromatizadas, têm se tornado cada vez mais populares entre adolescentes e jovens. Com sabores adocicados e embalagens atrativas, esses itens acabam passando uma falsa sensação de menor risco, embora continuem oferecendo os mesmos perigos ligados à dependência.

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), citados pelo INCA, apontam que cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas. Desses, aproximadamente 2 milhões utilizam cigarros eletrônicos, o que preocupa especialistas em saúde pública.

O consumo de nicotina pode causar dependência de forma rápida, levando o organismo a exigir doses frequentes e dificultando a interrupção do uso. Além disso, o tabagismo está associado a doenças graves, como câncer, problemas cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas, o que reforça a importância da prevenção.

Estudos recentes também indicam que o uso de sabores e aromas é uma estratégia para tornar esses produtos mais atrativos, especialmente entre os jovens. Pesquisadores afirmam que a produção sem aditivos é possível, e especialistas alertam que essas práticas podem aumentar a iniciação ao consumo em uma fase sensível do desenvolvimento humano.

Leia anterior

Campanha “Cãovocados” transforma cães do canil de Valinhos em figurinhas e incentivando a adoção

Leia a seguir

Aos 10 anos, Bárbara acumula 140 medalhas no karatê e garante vaga para Campeonato Brasileiro