Professor Pedro Rosa dedica carreira à Bocha e promove inclusão por meio do esporte adaptado

Por Vitor Paderes

Aos 59 anos, o professor Pedro Rosa, morador de Vinhedo, é um dos grandes nomes do esporte adaptado na região. Apaixonado por esportes desde a infância, ele transformou o sonho de ser atleta profissional em uma trajetória marcada por conquistas, dedicação e inclusão. Atualmente, ministra aulas de Bocha Paralímpica às terças e quintas-feiras, no Clube Sant’Anna, e de Bocha Convencional às sextas-feiras, no Clube Rocinhense.

Pedro sempre sonhou em ser atleta profissional de futebol. Como o sonho não se concretizou, decidiu seguir carreira na área esportiva. Durante a faculdade, o interesse pelos esportes adaptados surgiu de forma inesperada. “Foi amor ao primeiro contato, e até hoje tenho certeza de que fiz a melhor escolha”, afirma.

Ao longo da carreira, ele já trabalhou com diversas modalidades, como natação, atletismo, hóquei sobre piso, patinação, futebol, futsal, bocha e bocha paralímpica. Entre todas, o futebol foi a que mais marcou sua trajetória, especialmente por ter sido o ponto de partida no esporte adaptado. Pedro foi técnico da delegação brasileira da Special Olympics em dois Jogos Mundiais: na China, em 2007, quando conquistaram medalha de bronze, e na Grécia, em 2011, quando o Brasil foi campeão mundial.

Sua história com a Bocha começou em 1999, quando foi convidado pela Olimpíadas Especiais Brasil para implantar e coordenar a modalidade no país. Após realizar uma capacitação na Venezuela, ele disseminou o esporte em diversos estados e iniciou o treinamento da equipe de Vinhedo. No mesmo ano, foi técnico da delegação brasileira nos Jogos Mundiais da Special Olympics, conquistando duas medalhas de prata e uma de bronze.

Desde 2022, Pedro passou a atuar também com a Bocha Paralímpica. Ele buscou capacitação, participou do Campeonato Paulista, concluiu os cursos de arbitragem e de classificador funcional pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e já atuou como árbitro em competições nacionais.

Entre seus objetivos, o professor destaca a importância de dar mais visibilidade ao esporte adaptado, reforçando seu papel como uma ferramenta essencial de inclusão e transformação social.

Leia anterior

Escritora de Valinhos Patrícia Gomez lança seu 40º livro e encerra saga de sucesso “Família Santorini”

Leia a seguir

Semana começa com chuva forte, mas sol pode aparecer em valinhos