Valinhos: Popó apresenta projeto para proteger Fazenda Remonta às vésperas de leilão de R$ 90 milhões

A poucos dias do início da tramitação do leilão da Fazenda Remonta, o vereador Rodrigo Fagnani, o Popó, protocolou na Câmara Municipal de Valinhos o Projeto de Lei nº 150/2026, que declara a Gleba B da antiga Coudelaria de Campinas, conhecida popularmente como Fazenda Remonta, como área de relevante valor histórico, cultural, paisagístico e ambiental. A proposta foi apresentada no dia 12 de junho e será lida na sessão ordinária desta terça-feira, dia 16.

O projeto surge em meio à crescente mobilização de moradores, ambientalistas e entidades da região diante da venda da área pelo Exército Brasileiro. A Fundação Habitacional do Exército (FHE) marcou para o dia 1º de julho a licitação da Gleba B da Fazenda Serra D’Água, com lance mínimo de R$ 90 milhões.

Na justificativa do projeto, Popó destaca que a área possui relevância histórica por abrigar a antiga Coudelaria de Campinas, criada em 1938 para a criação e fornecimento de cavalos destinados às tropas do Exército Brasileiro, incluindo os tradicionais Dragões da Independência.

Outro ponto enfatizado é o papel ambiental da Remonta. Segundo o texto, aproximadamente 41,5% da área é composta por remanescentes de Mata Atlântica, funcionando como importante corredor ecológico e contribuindo para a drenagem da bacia do Córrego Invernada e para a recarga de aquíferos que abastecem o município.

PREOCUPAÇÃO COM EXPANSÃO IMOBILIÁRIA

O projeto afirma que a declaração de interesse patrimonial busca impedir danos irreversíveis enquanto eventuais estudos técnicos e processos administrativos são realizados pelos órgãos competentes.

Nos últimos meses, entidades ambientais e moradores passaram a defender a preservação integral da Remonta, considerada uma das últimas grandes áreas verdes contínuas entre Valinhos e Campinas.

O QUE PREVÊ O PROJETO

Caso seja aprovado, o texto determina o tombamento da área como Patrimônio Material Ambiental do município e proíbe a descaracterização de edificações históricas, a supressão de vegetação nativa, o aterramento de recursos hídricos e parcelamentos incompatíveis com as regras ambientais previstas no Plano Diretor.

A proposta inicia agora sua tramitação na Câmara Municipal e promete ampliar ainda mais o debate sobre o futuro de uma das áreas mais emblemáticas de Valinhos.

Confira o PL abaixo

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