Protesto contra escala 6×1 toma shopping de Campinas e reacende debate sobre jornada de trabalho

Foto: reprodução/ redes sociais

Vários shoppings pelo Brasil foram palco de protestos pelo fim da escala 6×1 na noite desta terça-feira (24). Em Campinas, a manifestação ocorreu no Shopping Parque Dom Pedro e reuniu ativistas e trabalhadores em defesa da redução da jornada de trabalho.

De acordo com publicações do Movimento Luta de Classes (MLC), corrente sindical socialista, os atos aconteceram simultaneamente em quatro centros comerciais do Estado de São Paulo: na capital paulista, em São Caetano do Sul, Ribeirão Preto e Campinas.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes do lado externo do shopping segurando faixas com palavras de ordem e bandeiras ligadas a movimentos de esquerda e à causa palestina. Já no interior do empreendimento, a praça de alimentação foi ocupada, com a exibição de grandes faixas defendendo o fim da escala 6×1.

Durante o protesto, alguns representantes do movimento subiram em mesas utilizadas por clientes para realizar discursos. Panfletos também foram distribuídos a funcionários das lojas.

Em nota, o Shopping Parque Dom Pedro informou que respeita o direito à livre manifestação e destacou que equipes de segurança acompanharam a ação para garantir o bem-estar e a segurança de todos os frequentadores.

O tema da jornada de trabalho vem ganhando força no cenário nacional. Desde o ano passado, propostas sobre a redução da carga horária e mudanças no regime de descanso tramitam no Congresso Nacional. Em dezembro de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto, agora em análise no plenário.

Paralelamente, iniciativas locais começam a testar novos modelos. Uma rede de supermercados da região de Campinas iniciou um projeto-piloto com a adoção da escala 5×2, encerrando o modelo 6×1 em algumas unidades.

Entre trabalhadores ouvidos nas ruas de Campinas, a avaliação sobre a possível mudança é majoritariamente positiva. A encarregada de setor Vânia Marques, de 35 anos, afirma que a nova escala traria mais qualidade de vida, especialmente para quem precisa conciliar trabalho e responsabilidades familiares.

A profissional de atendimento Camila Pereira, de 36 anos, classifica a escala 6×1 como desgastante e defende a necessidade de revisão do modelo. Segundo ela, a adoção de duas folgas semanais impacta diretamente na disposição e no bem-estar dos trabalhadores.

Já o estagiário Pedro Otávio, de 25 anos, que já trabalhou nos dois formatos, afirma preferir a escala 5×2 por permitir melhor equilíbrio entre trabalho, estudos e vida pessoal.

O debate sobre a jornada de trabalho segue em expansão no país, impulsionado por mobilizações populares, testes no setor privado e discussões no Congresso, indicando possíveis mudanças nos próximos anos.

Quer saber as últimas notícias de Valinhos, siga o nosso Instagram: https://www.instagram.com/jornalterceiravisao/

Leia anterior

Vinhedo é alvo de operação que investiga corrupção na Secretaria da Fazenda de SP

Leia a seguir

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue e amplia diagnóstico precoce no Brasil