Prefeitos da RMC debatem tarifa de 50% dos EUA e impactos nas exportações

Foto: Carlos Bassan/ PMC

Os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) se reuniram nesta quarta-feira (20), na PUC-Campinas, para analisar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi o tema central da reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento da RMC e gerou preocupação sobre exportações, arrecadação municipal e manutenção de empregos.

De acordo com levantamento da Secretaria de Finanças de Campinas, 17% das exportações da região têm como destino os Estados Unidos. Entre 2020 e 2024, a RMC exportou cerca de R$ 1 bilhão (média de US$ 250 milhões por ano) para o mercado norte-americano. Do total de produtos exportados pelas 20 cidades que compõem a região, 55% estão na lista dos itens afetados pela taxação.

Impactos regionais

Entre 2020 e 2024, a RMC registrou média anual de US$ 5,2 bilhões em exportações, sendo US$ 870 milhões destinados aos EUA. Em 2025, o volume alcançou US$ 2,6 bilhões, dos quais US$ 422 milhões foram para o mercado norte-americano.

Os efeitos do tarifaço, no entanto, não atingem todos os municípios de forma igual. Em Santo Antônio da Posse, mais de 80% das exportações têm como destino os Estados Unidos, com destaque para a carne bovina — um dos itens diretamente taxados. A expectativa é de que, além do risco de queda na arrecadação, haja reflexos imediatos sobre o emprego local.

Produtos afetados

Entre os principais itens exportados pela RMC para os Estados Unidos que serão impactados pela tarifa de 50% estão:

  • Carne bovina;
  • Medicamentos;
  • Máquinas e peças industriais, como pás mecânicas, escavadoras e carregadoras.

A Região Metropolitana de Campinas reúne 20 cidades, concentra mais de 3 milhões de habitantes e está entre as áreas que mais exportam no Estado de São Paulo. O tarifaço norte-americano pode comprometer a indústria regional, o agronegócio e a estabilidade econômica dos municípios.

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