Roberta Paffaro e a trajetória que une jornalismo e agronegócio

A trajetória da jornalista Roberta Paffaro, 45 anos, começou ainda na juventude, guiada por curiosidade e pelo interesse pela leitura. Para vencer a timidez, ela se inscreveu em aulas de teatro na Oficina Cultural de Vinhedo, onde teve como mentor o ator Edilson Caldeira. A experiência foi determinante para o desenvolvimento de sua comunicação. Inspirada pelo Jornal da Globo e pela jornalista Ana Paula Padrão, ela decidiu seguir carreira no Jornalismo ainda aos 17 anos, mesmo diante de questionamentos. “É isso que eu quero fazer: traduzir temas complexos em termos simples”, relembra.

Com cerca de uma década de atuação no telejornalismo, construiu uma carreira sólida em emissoras como EPTV Campinas, Rede Família, Band, Canal Rural e Record. Nesse período, atuou como repórter, apresentadora e editora, participando de coberturas marcantes, como o atentado de 11 de setembro e a morte do prefeito Toninho, em Campinas. Também apresentou programas esportivos ao lado de Carlos Batista e acompanhou a visita do Papa Bento XVI ao Brasil.

Um dos momentos decisivos de sua trajetória ocorreu ao reencontrar Ana Paula Padrão na Record, o que a motivou a retomar os estudos em economia. A partir disso, concluiu um MBA pela FIA-USP e realizou uma transição de carreira ao ingressar no CME Group, durante a parceria com a B3. A experiência internacional, incluindo treinamentos em Chicago, ampliou sua atuação e consolidou seu posicionamento no mercado. Posteriormente, também se especializou com um mestrado pela FGV e participou do lançamento do livro Mulheres do Agro.

Ao longo da carreira, ela passou a defender uma formação mais estratégica para profissionais da comunicação, especialmente em um cenário marcado pela velocidade da informação e pelo avanço da tecnologia. Para ela, habilidades humanas seguem sendo essenciais. “Observe ao seu redor. Enxergue além do óbvio. Às vezes, as melhores histórias estão à sua frente, mas você não vê porque está olhando para o celular”, destaca. A jornalista também aponta desafios na comunicação entre governo, imprensa e sociedade, sobretudo diante da desinformação.

Atualmente, atua como consultora, professora e colunista no Canal Terra Viva, com foco em traduzir o mercado do agronegócio para diferentes públicos. Seu propósito permanece alinhado ao início da carreira: tornar o conhecimento acessível e relevante. “O jornalismo é mais do que uma profissão: é uma missão”, afirma. Para quem deseja ingressar na área, ela reforça “atreva-se a perguntar, observar e desenvolver pensamento crítico. Busque se especializar em algum setor — como economia, política, agronegócio, cultura, entre outros. Busque, crie e desenvolva oportunidades. Se ouvir um “não”, se reinvente.

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