Rússia aprova saída de acordo nuclear com os EUA e amplia tensão diplomática

A Câmara Baixa do Parlamento da Rússia aprovou nesta quarta-feira (8) a retirada do país do Acordo de Gestão e Disposição de Plutônio (PMDA), firmado com os Estados Unidos para reduzir estoques de plutônio utilizados em ogivas nucleares. O movimento é interpretado como mais uma medida de pressão do presidente Vladimir Putin sobre o governo de Donald Trump, em meio ao aumento das tensões bilaterais.

Assinado em 2000 e em vigor desde 2011, o PMDA previa que ambos os países eliminassem ao menos 34 toneladas de plutônio militar — quantidade suficiente para abastecer cerca de 17 mil ogivas nucleares, segundo estimativas de autoridades norte-americanas. O acordo representava um marco nos esforços de desarmamento e cooperação nuclear pós-Guerra Fria.

Com a decisão, Moscou se distancia ainda mais dos compromissos internacionais de limitação de armas nucleares, enquanto reforça seu posicionamento estratégico diante dos Estados Unidos e da OTAN. A medida intensifica o cenário de instabilidade nas relações diplomáticas e reacende preocupações sobre a segurança global e o controle de materiais radioativos.

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