Natural de Valinhos, Sergio começou sua relação com o tênis ainda criança. Aos 9 anos, viu duas quadras serem construídas em frente à sua casa e passou a observar os adultos jogando. Quando surgia uma oportunidade, tentava imitar os movimentos por conta própria. Desde cedo, o incentivo do pai foi fundamental para sua aproximação com o universo esportivo, especialmente pelas modalidades individuais, como natação, judô, atletismo, tênis de mesa e o próprio tênis de campo.


Sua trajetória inclui participações marcantes em campeonatos colegiais organizados pelo governo, que tinham grande valor educativo e cívico. Mais tarde, participou do circuito de torneios promovido pelos principais clubes do estado de São Paulo, voltados à pontuação em rankings estaduais — uma fase que ele define como desafiadora e exigente. Um dos pontos altos da carreira esportiva de Sergio foi sua contribuição na criação da Faculdade de Educação Física da Unicamp, onde colaborou na inclusão de esportes de raquete no currículo e ajudou a formar novos profissionais da área.
Manter uma rotina de treinos após os 70 anos exige cuidados redobrados. Sergio destaca que o ciclo vital impõe limites naturais com o tempo, mas que é possível manter a saúde e a disposição se houver respeito aos próprios limites e uso consciente do corpo. Ele enfatiza que, após os 60 anos, é fundamental dosar bem os esforços e aproveitar os aprendizados acumulados ao longo da vida.
Representar Valinhos em competições específicas para sua faixa etária é motivo de orgulho. Para Sergio, isso comprova que seus treinos foram conduzidos com consciência, sem exageros, e com atenção à preservação do corpo. Ele também credita sua atual boa forma à atuação do professor Pedro Stucchi e ao projeto “Raquete Para Todos”, que incentiva a prática do tênis com base em fundamentos técnicos e cuidado físico.
A experiência de vida e o amor pelo tênis se refletem em seus conselhos. Para ele, o ideal é começar cedo, com uma iniciação cuidadosa e orientação adequada. Já na vida adulta, é essencial respeitar os limites do corpo para chegar à terceira idade com plenas condições de seguir praticando.
Ao definir sua relação com o tênis, Sergio vai além da prática esportiva. O esporte, segundo ele, oferece consciência corporal, autoanálise constante e respeito nas relações interpessoais — valores que ultrapassam as quadras e se estendem para a vida em sociedade.