O governo dos Estados Unidos entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) depois que o Congresso não aprovou o orçamento federal. É a 15ª vez desde 1981 que o país enfrenta um “shutdown”, situação em que diversos serviços públicos são interrompidos por falta de recursos.


O impasse gira em torno da saúde. Os democratas condicionam a aprovação do orçamento à prorrogação de programas de assistência médica, enquanto os republicanos, aliados de Donald Trump, defendem que o tema seja discutido separadamente. Ambos os lados trocam acusações sobre a responsabilidade pelo bloqueio.
Com a paralisação, milhares de servidores federais foram afastados sem salário, enquanto trabalhadores de áreas essenciais permanecem em atividade, mas só receberão depois da normalização do orçamento.
Os impactos atingem diferentes setores:
- Turismo: voos podem ter atrasos pela falta de pessoal, e pontos turísticos como a Estátua da Liberdade e o National Mall devem suspender visitas.
- Serviços públicos: aposentadorias e correios continuam funcionando, mas tribunais e Receita Federal podem reduzir operações.
- Segurança: militares seguem em seus postos, mas civis do Pentágono e outros órgãos serão afastados.
- Economia: a divulgação de dados oficiais e o acesso a empréstimos para pequenas empresas podem atrasar.
A Casa Branca confirmou a paralisação e classificou o impasse como “shutdown democrata”. Já Trump ameaçou adotar medidas “irreversíveis”, como cortes em programas ligados à oposição.