Do sonho tardio à paixão diária: como o tênis transformou a vida de Cecília Uchiyama

Por Vitor Paderes

Começar um novo esporte na vida adulta, em meio à rotina de trabalho e maternidade, pode parecer improvável. Mas foi aos 36 anos que Cecília Kazuyo Uchiyama decidiu tirar do papel um antigo sonho e entrar nas quadras de tênis. Dois anos depois, o esporte se tornou parte essencial de sua vida.

Sempre consciente da complexidade do tênis, Cecília viu justamente na dificuldade o principal estímulo. “É um esporte desafiador e viciante. A cada aula, mesmo com pequenas evoluções, dá vontade de continuar”, afirma. A decisão de começar veio após a maternidade, quando buscava melhorar seu estilo e qualidade de vida. O tênis e a academia marcaram o início dessa mudança.

Empresária e mãe, Cecília encaixa os treinos nos horários livres. Acorda cedo, joga aos finais de semana e mantém de três a quatro treinos semanais. A disciplina se reflete não apenas no desempenho esportivo, mas também no equilíbrio emocional.

Mais do que resultados, o tênis trouxe aprendizados importantes. “Aprendi que perder faz parte. O mais importante é dar o meu melhor e não perder para mim mesma”, conta. Para ela, o esporte exige estratégia, foco e controle emocional, muitas vezes mais decisivos do que a técnica.

A primeira competição foi marcada por derrotas duras, mas também por uma escolha: não desistir. Com o tempo, vieram as vitórias e a conquista do primeiro torneio. “O troféu representa a sensação de evolução em um esporte tão difícil”, diz.

Entre os jogos mais marcantes está uma semifinal de ranking disputada sob sol forte, com mais de duas horas de duração. “Entrei determinada a jogar sem medo, independente do resultado”, relembra. Hoje, Cecília tem orgulho da própria constância. Mesmo entre frustrações, segue focada em evoluir, celebrando cada pequeno avanço. Inspirada por Novak Djokovic e pela própria mãe, ela mantém metas claras. Aos 38 anos, vê o tênis como lazer e saúde, mas sonha em alcançar o nível A antes dos 40.

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