

Cuidar de uma criança com deficiência exige tempo, dedicação e uma rotina intensa que, muitas vezes, deixa pouco espaço para a própria saúde de quem cuida. Para oferecer suporte a essas mulheres, o Ministério da Saúde disponibiliza teleatendimento psicológico gratuito para mães atípicas e mulheres em situação de violência de todo o país.
O serviço pode oferecer até 100 mil atendimentos por mês. Para ter acesso, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital utilizando uma conta Gov.br. Em seguida, a usuária deve selecionar a opção “Miniapps” e depois “Acolhe Mais”.
Após o acesso, a paciente é direcionada para uma plataforma onde realiza o cadastro. O primeiro contato ocorre em até 24 horas para o agendamento da consulta.
São disponibilizadas até dez sessões de atendimento psicológico, com possibilidade de renovação por meio de um novo ciclo. Caso seja identificada a necessidade de acompanhamento especializado, a paciente também poderá ser encaminhada para um CAPS ou outro serviço da rede de saúde.
O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A equipe responsável pelos atendimentos é formada por psicólogas mulheres.
Rotina de cuidados pode afetar a saúde das mães
A dona de casa Ruth Batista teve o filho Pedro aos 40 anos. A deficiência do filho só foi descoberta depois do nascimento. Desde então, há 12 anos, ela assumiu praticamente sozinha uma rotina marcada por consultas, terapias e diversos cuidados.
“Pedro é o amor da minha vida. Jamais vou abandonar meu filho”, afirma Ruth.
A dedicação constante, porém, pode fazer com que as próprias necessidades das mães sejam deixadas em segundo plano. A rotina de cuidados pode ocupar boa parte do dia e dificultar o acesso a acompanhamento médico e psicológico.
Em Campinas, segundo dados do CadÚnico, 6.078 famílias têm crianças ou adolescentes com deficiência. Em 79% desses casos, a mulher aparece como responsável familiar.
A psicóloga Camila Canguçu explica que fatores sociais e familiares contribuem para que as mulheres assumam grande parte da responsabilidade pelos cuidados. Segundo a especialista, acompanhar uma pessoa que depende de assistência constante também exige atenção à saúde e ao bem-estar de quem está à frente dessa rotina.
Atendimento remoto facilita acesso
O teleatendimento psicológico surge como uma alternativa para ampliar o acesso à assistência, principalmente para mães que enfrentam dificuldades para sair de casa ou conciliar uma consulta presencial com os cuidados dos filhos.
O serviço permite que essas mulheres tenham acesso ao acompanhamento psicológico de forma remota, sem precisar se deslocar para uma unidade de saúde para o primeiro atendimento.
Como acessar
Para utilizar o serviço, é necessário:
- Abrir o aplicativo Meu SUS Digital;
- Entrar com a conta Gov.br;
- Selecionar “Miniapps”;
- Clicar em “Acolhe Mais”;
- Fazer o cadastro na plataforma indicada;
- Aguardar o contato para o agendamento, que ocorre em até 24 horas.
O atendimento é gratuito e realizado por psicólogas mulheres.
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