Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), restam pouco mais de 1,4 mil orelhões ativos, distribuídos entre 20 cidades


Símbolos de uma era em que a telefonia fixa era essencial para a comunicação cotidiana, os orelhões estão cada vez mais próximos de desaparecer das ruas brasileiras — e Valinhos faz parte dessa transição. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que o município ainda conta com 48 telefones públicos em funcionamento, número que tende a diminuir nos próximos anos com o avanço da telefonia móvel e da internet.
Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), restam pouco mais de 1,4 mil orelhões ativos, distribuídos entre 20 cidades. Valinhos aparece em posição intermediária no ranking regional, atrás de municípios como Campinas, que concentra 467 aparelhos, e Americana, com 134.
Em todo o Brasil, o número de telefones públicos caiu drasticamente. Em dezembro de 2025, havia cerca de 38 mil orelhões, bem distante dos mais de 200 mil registrados em 2020. O processo de retirada deve se intensificar a partir de janeiro, com o encerramento das concessões de telefonia fixa e a adaptação dos contratos das operadoras para o regime de autorização.
Na prática, a Anatel definiu que, em áreas urbanas com boa cobertura de telefonia celular, como Valinhos, os orelhões poderão ser gradualmente removidos ao longo de 2026 e 2027. Já em locais onde não há alternativas de comunicação móvel ou acesso adequado à rede, alguns aparelhos poderão permanecer até o fim de 2028.
Como contrapartida à retirada dos equipamentos, a agência reguladora determinou que operadoras como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica direcionem os recursos antes destinados à manutenção dos orelhões para a expansão e o fortalecimento das redes de banda larga e telefonia móvel. Em seu auge, a rede nacional de telefonia pública chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais.
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