Aos 17 anos, em 2019, Yasmin conquistou a faixa marrom, mesmo enfrentando dores e dificuldades nos treinos


Conquistar a faixa preta no karatê representa o ápice de anos de disciplina e dedicação. Para a jovem atleta Yasmin Tordin, do Karatê do Country Club, aprovada no exame em dezembro de 2025, a conquista vai além da técnica: simboliza uma jornada de superação, mudança de hábitos e fortalecimento pessoal iniciada ainda na infância.
O momento da avaliação final trouxe uma lembrança marcante. Ao preencher a ficha da Confederação Brasileira de Karatê (CBK) com a data de início na modalidade, Yasmin relembrou quando entrou no dojô aos 9 anos, sem imaginar o impacto que o esporte teria em sua vida. Na época, ela enfrentava obesidade infantil e colesterol alto, e recebeu de médicos a orientação para praticar atividade física.
O começo não foi fácil. A disciplina, as regras do tatame e as exigências físicas trouxeram desafios. O apoio da irmã, Giovanna, que treinava ao seu lado, foi decisivo para manter a motivação. Mesmo com dificuldades de desempenho e autoestima, Yasmin persistiu e evoluiu gradualmente nas graduações.
Em 2019, aos 17 anos, conquistou a faixa marrom, fase em que decidiu intensificar os cuidados com a saúde para melhorar o rendimento e inspirar outros alunos. Após a pandemia, retornou aos treinos com foco renovado e assumiu novas responsabilidades dentro da equipe.
A atleta destaca a influência do sensei Edson Cremasco e o espírito de união entre os colegas como pilares da caminhada. Segundo ela, o karatê ensinou valores como respeito, compromisso e perseverança.
Hoje, mais confiante e preparada, Yasmin define a faixa preta como o início de uma nova etapa. Mais do que um título, a conquista representa uma transformação física e emocional construída ao longo de anos de treino.
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