REDUÇÃO DO ESTÔMAGO VIA ENDOSCOPIA

A gastroplastia endoscópica é uma redução do estômago feita por endoscopia, sem qualquer corte na parede abdominal. É um procedimento menos invasivo, que preenche uma lacuna que tínhamos entre os tratamentos clínicos e os tratamentos cirúrgicos para a obesidade. O tamanho do estômago é reduzido em até 60%. O paciente chega a eliminar de 15% a 20% do seu peso inicial.

Nós acoplamos um aparelho, chamado Overstitch, à ponta do endoscópio, que é introduzido pela boca até chegarmos ao estômago, onde realizamos uma sutura endoscópica, que são como “pregas” internas na parede do estômago.

Ao reduzirmos o tamanho do estômago, sua capacidade gástrica fica menor.  Dessa forma, o paciente consome menos alimento e tem uma saciedade precoce, o que leva à perda de peso.

Ela é indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) a partir de 30, ou seja, com obesidade grau 1, e que, portanto, não têm indicação para a cirurgia bariátrica. Também é indicada para pacientes que se enquadram nos critérios da cirurgia bariátrica, mas não querem operar. Outra indicação é para pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica e tiveram recidiva da obesidade, o chamado reganho de peso. Mas, para esses casos, é necessário avaliar se há alguma alteração no tamanho do estômago ou se o paciente voltou a engordar por uma questão comportamental. Se for a segunda opção, não adianta fazer a gastroplastia endoscópica.

Como na cirurgia bariátrica, o paciente precisa entender que a gastroplastia endoscópica é uma ferramenta para ajudá-lo a emagrecer, portanto, é importante que ele faça acompanhamento com a equipe multidisciplinar, principalmente com nutricionista, psicóloga e endocrinologista, tanto antes quanto depois do procedimento. Ele será preparado para adotar novos hábitos alimentares (evitar excesso de alimentos hipercalóricos, carboidratos, doces, refrigerantes, etc) e para iniciar atividade física. Se não houver esse comprometimento, não conseguirá conquistar os resultados possíveis.


A recuperação é rápida. Na maioria dos casos, a alta ocorre no mesmo dia e, em dois dias, o paciente já pode começar a retomar suas atividades normais. Ele também deverá seguir uma dieta restrita, que vai passar pela fase líquida, pastosa e branda, até poder voltar a comer os alimentos normalmente.

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