Desde 1897 a família de Josué Roupinha, formada em boa parte por professoras, como sua mãe, a Profª Janete Roupinha, vive em Valinhos. Nascido em 1994, ele cresceu e escolheu a cidade valinhense como sua casa.
“É aqui que eu, apesar de tanta desigualdade e problemas que nós temos, trabalho para que meus filhos (e de toda população) tenham um futuro melhor”, comentou Josué.
Sua infância foi marcada pela tia Dirce, uma das professoras da família, que o ensinou a escrita e leitura antes mesmo de entrar na pré-escola. Um dos momentos marcantes durante sua adolescência foi o período em que todos os jovens começam a pensar sobre o futuro. “Tenho amigos que levo até hoje e outros que reencontrei quando lancei meu livro. Foi muito emocionante”.
A espiritualidade começou a fazer parte da sua vida quando se deu conta da importância de cuidar e zelar da sua ancestralidade, sendo filho de Oxalá, uma religião de matriz africana.
Casado com Edson Previato, com quem vive uma relação desde 2016, pretende adotar um filho em breve. Quando tornou pública sua orientação sexual percebeu como o processo pode ser doloroso. “Vivemos em um país que mata pessoas LGBTQIA+ pelo fato delas serem quem são, então você corre risco de vida a todo o momento”.
Josué é formado em jornalismo, com pós-graduação em marketing digital. Ele trabalha em duas empresas, numa delas, é professor universitário. A escolha do jornalismo veio da vontade de transformar o mundo através da comunicação. Já seu trabalho lecionando, veio de sua família.
Compartilhando com todos os leitores, Josué Roupinha, deixa uma frase que faz parte de sua vida. “Minha mãe sempre diz uma frase, que veio de minha avó, que é “a única herança que eu posso deixar para você é a Educação”. E isso me toca muito”.