Conheça Mani, o 1º cão perito da polícia científica de São Paulo

Seu treinamento meticuloso e capacidade de detectar vestígios de sangue humano têm acelerado investigações criminais e economizado recursos

Mani, um vira-lata de quatro anos, é um cão de biodetecção treinado para detectar sangue humano. Ele se tornou o primeiro cão perito da Polícia Científica de São Paulo em 2020, depois de ser encontrado por um perito durante um trabalho de campo.

O nome “Mani” é uma abreviação de “manioca”, que significa mandioca em Tupi-Guarani. O nome foi escolhido para representar a ideia de revelar vestígios ocultos, assim como a mandioca fica escondida na terra.

O treinamento de Mani para detectar sangue humano foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de São Paulo e é parte de um projeto pioneiro no Brasil. O cão foi treinado para identificar manchas de sangue humano em locais amplos e de difícil acesso, ajudando os peritos na busca por evidências em cenas de crime.

Mani é acionado em ocorrências de grande repercussão ou quando o trabalho de perícia em campo é complexo. Ele atua no Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José dos Campos e é deslocado para São Paulo quando necessário.

Graças ao seu faro apurado, Mani consegue identificar vestígios de sangue humano mesmo em ambientes limpos e em roupas lavadas. Ele é capaz de detectar moléculas de sangue numa diluição de uma parte por trilhão e, até o momento, não cometeu erros nas marcações de sangue humano.

O uso de Mani agiliza o trabalho dos peritos, reduzindo o tempo gasto nas perícias. Ele indica as áreas onde há indícios de sangue, permitindo que os peritos foquem em locais específicos para coleta de evidências. No entanto, a palavra final sobre os resultados das perícias é dada pelos peritos após a análise laboratorial.

Além de acelerar as perícias, Mani também contribui para a economia de recursos, pois direciona o uso de reagentes químicos caros apenas para as áreas indicadas por ele. O uso de luminol, por exemplo, é mais eficiente quando aplicado de forma direcionada pelo cão. O projeto pioneiro de São Paulo está sendo aprimorado para expandir o uso de cães farejadores de sangue em todo o país, contribuindo para a eficiência das investigações criminais.

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