Tensão global: Rússia alerta EUA e Irã promete retaliação após bombardeios de Israel

Vice-ministro russo adverte os EUA e líder supremo do Irã promete “resposta irreparável” diante da escalada no Oriente Médio

O clima de tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (18), com a intensificação dos confrontos entre Israel e Irã, declarações duras de líderes regionais e o crescente envolvimento de potências globais.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou que Moscou está em contato com os Estados Unidos e alertou que o envio de ajuda militar americana a Israel pode levar a uma “desestabilização grave” da região. Ele também pediu que Washington se abstenha de entrar no conflito armado, que já deixou quase 250 mortos.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, reforçou o tom alarmante e afirmou que o mundo está “a poucos milímetros de uma catástrofe”, especialmente em razão das ameaças nucleares e da possibilidade de envolvimento de outros países.

Irã ameaça retaliação severa

Em pronunciamento transmitido pela TV estatal do Irã, o líder supremo Ali Khamenei disse que o país não se renderá diante das exigências dos Estados Unidos. Ele criticou diretamente o presidente Donald Trump, que na terça-feira (17) exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Khamenei afirmou que “guerra será respondida com guerra” e que “qualquer ataque americano terá consequências irreparáveis”.

Ataques continuam e tensão aumenta

O conflito entrou hoje no sexto dia. Israel bombardeou bases de mísseis e uma universidade ligada à Guarda Revolucionária. O Irã respondeu com o lançamento de ao menos 40 mísseis, alegando ter atingido o quartel-general do Mossad em Tel Aviv.

O número oficial de mortos permanece em 224 no Irã e 24 em Israel. Os EUA, por sua vez, reforçaram a presença militar no Oriente Médio, enviando caças e aviões-tanque para a região, além de fechar sua embaixada em Jerusalém até sexta-feira (20).

Impactos globais

A escalada bélica provocou o cancelamento de reuniões na cúpula do G7, incluindo um encontro entre o presidente Lula e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky. A comunidade internacional observa com preocupação a possibilidade de o conflito se transformar em uma guerra de proporções globais.

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