

Por Vitor Paderes
Aos 58 anos, o valinhense Airton Genesini Junior acumula histórias, medalhas e muita determinação. Fumante por três décadas, ele decidiu mudar de vida aos 46 anos, em 2013. A corrida entrou na rotina como uma alternativa para superar o cigarro, e acabou se tornando sua maior paixão.
Apesar de sempre ter praticado esportes na juventude, Airton começou a correr tardiamente. Sem uma inspiração específica ou alguém que o incentivasse a competir, ele encontrou na própria força de vontade o impulso necessário para transformar a prática em algo mais sério. “A vontade de me superar em cada prova foi o que me motivou”, conta.
A rotina atual inclui três treinos de corrida por semana e três dias de fortalecimento muscular, estratégia essencial para lidar com o maior desafio da idade: manter o corpo preparado e resistente. Segundo ele, o fortalecimento é o segredo para continuar evoluindo e prevenir lesões, algumas delas, aliás, foram parte das dificuldades ao longo da jornada.
Entre as conquistas, Airton destaca com orgulho o primeiro pódio, alcançado na Corrida Endorfina Campinas, um marco que confirma a evolução de quem começou do zero. Hoje, o que o move é um tripé claro: superação, saúde e família.
A corrida mudou sua vida física e mentalmente. “Traz bem-estar geral e reduz estresse e ansiedade”, afirma. E os sonhos continuam grandes: participar de uma maratona de 42 km e da tradicional São Silvestre.
Para quem deseja começar depois dos 40 ou 50 anos, o conselho é direto: “Nunca é tarde para começar, e vale muito a pena”.
Visto como exemplo pela família e pelos amigos, Airton segue colecionando quilômetros e motivação. Para ele, correr representa energia, bem-estar e longevidade. “É uma atividade que pretendo fazer por muitos e muitos anos.”