

A brasileira Lorrayne Mavromatis usou as redes sociais nesta quarta-feira (22) para denunciar episódios de assédio sexual e moral que afirma ter sofrido durante os três anos em que trabalhou na MrBeast Industries, empresa ligada ao youtuber norte-americano MrBeast, um dos maiores criadores de conteúdo do mundo.
No relato, Lorrayne afirma que ocupava um cargo executivo e era frequentemente a única mulher nas reuniões. Segundo ela, suas ideias eram desvalorizadas e atribuídas a colegas homens. “Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra — apenas para ver um homem repetir exatamente a mesma coisa e receber aplausos”, escreveu.
A ex-funcionária também descreveu situações que classificou como constrangedoras, incluindo encontros privados na residência do CEO da empresa. De acordo com o depoimento, ela era convocada para reuniões sozinha e teria ouvido comentários sobre sua aparência física.
Outro ponto central do relato envolve o período de gravidez. Lorrayne afirmou que, apesar de ter uma licença-maternidade formalmente aprovada, continuou trabalhando em condições extremas. “Eu estava no hospital, em trabalho de parto, participando de reunião”, relatou. Ela também disse que retornou ao trabalho apenas uma semana após o nascimento da filha, ainda em recuperação.
Duas semanas depois de voltar às atividades, a brasileira afirma ter sido demitida. Segundo ela, a justificativa apresentada foi de que seu “calibre era muito alto para a posição”.
No desabafo, Lorrayne destacou o impacto pessoal da experiência, afirmando que perdeu momentos importantes do início da vida da filha. “Esses momentos não voltam. Isso me machuca de formas que não consigo expressar”, escreveu.
A brasileira também informou que está tomando medidas legais contra a empresa. Até o momento, não há posicionamento público da MrBeast Industries sobre as acusações.
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