

Os incêndios florestais que atingem a região central da Espanha e o sudoeste da França apresentaram uma leve redução na intensidade nesta segunda-feira (27), graças à melhora das condições climáticas. Apesar do avanço no combate às chamas, autoridades dos dois países alertam que uma nova onda de calor prevista para começar na quarta-feira (29) pode agravar novamente a situação.
Na Espanha, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que os próximos dias são decisivos para controlar os focos de incêndio.
“Hoje e amanhã são dias absolutamente cruciais no combate a este incêndio florestal. A partir de quarta, as previsões meteorológicas tornam-se significativamente mais desfavoráveis para as operações de combate ao fogo, mas continuamos confiantes”, declarou.
França mobiliza governo diante do avanço das chamas
Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de crise do governo e confirmou que visitará a região de Bordeaux, uma das áreas mais afetadas pelos incêndios.
As chamas já estão a cerca de 15 quilômetros dos acessos à principal área metropolitana da cidade, conhecida mundialmente pela produção de vinhos. A previsão é de que as temperaturas alcancem até 37°C no próximo fim de semana.
O prefeito de Cestas, Jérôme Steffe, classificou a situação como inédita.
“Este é um incêndio de proporções nunca vistas antes. Agora é uma corrida contra o tempo antes que a onda de calor retorne.”
Espanha registra maior incêndio florestal da história recente
Na Espanha, o estado de emergência permanece em vigor desde a última sexta-feira (24), após dois grandes focos próximos a Madri se unirem. Atualmente, três frentes de incêndio seguem ativas nas montanhas a noroeste da capital.
Segundo as autoridades, cerca de 77 mil hectares já foram destruídos pelas chamas nas províncias de Madri, Toledo e Ávila. O incêndio em Ávila é considerado o maior da história recente do país.
Temperaturas acima da média agravam cenário
Dados do Monitor Climático da Reuters apontam que cidades como Bordeaux e Ávila registraram, em julho, temperaturas máximas médias de aproximadamente 32°C, quase 6°C acima da média histórica para o período.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, relacionou a gravidade dos incêndios às mudanças climáticas.
“Com a previsão de aumento das temperaturas e a chegada de uma nova onda de calor, gostaria de pedir aos cidadãos que exerçam a máxima cautela e tomem todas as medidas preventivas. O que estamos vivendo não é uma sucessão de eventos isolados. É a expressão mais dolorosa de uma emergência climática. Isso não é mais uma exceção. É a nova realidade. Os verões estão se tornando cada vez mais difíceis, destrutivos e, portanto, mortais.”
Milhares de pessoas foram retiradas de áreas de risco
Os incêndios já provocaram grandes operações de evacuação. Na França, cerca de 220 mil pessoas, entre moradores e turistas, deixaram as áreas afetadas. Na Espanha, aproximadamente 100 mil pessoas receberam orientação para abandonar suas residências por medida de segurança.
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