

Passados 26 anos, o eco da tragédia que interrompeu precocemente a vida e a carreira da psicóloga valinhense Emely Tófolo Machado ainda ressoa na memória de Valinhos. Neste mês de setembro, a cidade relembra as mais de duas décadas de um crime que comoveu a região e que, mesmo após tanto tempo, permanece envolto em mistério e sem respostas definitivas.
Nascida e criada em solo valinhense, Emely deixou uma marca indelével na comunidade pelo seu profundo compromisso social. Formada em psicologia pela prestigiada PUCCAMP, sua atuação profissional foi pautada pelo cuidado ao próximo. Como servidora pública concursada, atuou ativamente no Centro Municipal de Orientação ao Adolescente (CEMOA) e no Centro de Atendimento de Urgências e Especialidade (CAUE).
A trajetória de dedicação foi tragicamente interrompida em setembro de 2000. Aos 27 anos, Emely desapareceu após sair de sua residência. Seu corpo foi localizado no dia 13 de setembro, 2000, na cidade vizinha de Campinas. A brutalidade do crime chocou os moradores e mobilizou as forças policiais à época, mas os autores do homicídio nunca foram identificados pela Justiça.
Para que seu legado de amor ao próximo e serviço à comunidade jamais caísse no esquecimento, a Prefeitura de Valinhos imortalizou seu nome em um espaço dedicado ao futuro das novas gerações. No bairro Capuava, a administração municipal batizou a creche local como CEMEI Psicóloga Emely Tófolo Machado. O espaço escolar serve como um lembrete diário da mulher inspiradora que ela foi e da importância de se cultivar a paz e o cuidado com a infância.
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