O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Apesar do resultado positivo, a economia perdeu força em relação aos três primeiros meses do ano.
Mesmo com a desaceleração, o Brasil ficou na quinta posição no ranking mundial de crescimento trimestral elaborado pela Austin Rating. O país ficou à frente de grandes economias e de outros integrantes do Brics, como a China, que apareceu na 19ª colocação.
Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a quinta posição representa um desempenho positivo para o Brasil em um cenário de desaceleração econômica internacional. De acordo com ele, diversas economias emergentes foram afetadas pelos efeitos do conflito no Oriente Médio durante o segundo trimestre.
“É possível observar uma desaceleração generalizada em relação ao primeiro trimestre, quando as taxas de crescimento eram mais elevadas. Grande parte das economias emergentes foi afetada pelos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio”, afirmou.
Agostini também destacou fatores internos que influenciaram o desempenho brasileiro. Segundo o economista, o crescimento tem sido impulsionado pela expansão dos gastos públicos, cenário que contribui para a manutenção de juros elevados e de uma inflação ainda pressionada.
Economistas também apontam sinais de enfraquecimento do consumo das famílias e de setores ligados ao mercado interno, indicando uma perda de ritmo da atividade econômica.
Brasil pode se tornar a 9ª maior economia do mundo
Além do crescimento trimestral, o Brasil também aparece entre as maiores economias do mundo. Com base nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2026, o país ocupa atualmente a 10ª posição no ranking, com PIB nominal estimado em US$ 2,64 trilhões.
À frente do Brasil estão Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália e Rússia.
Segundo a Austin Rating, o Brasil pode ultrapassar a Rússia e assumir a nona posição entre as maiores economias do mundo em 2027, caso as projeções se confirmem.
A consultoria estima que o PIB nominal brasileiro alcance US$ 2,77 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 14,2 trilhões, no próximo ano. A Rússia, por sua vez, teria uma economia estimada em US$ 2,53 trilhões, aproximadamente R$ 13 trilhões.
Com o avanço, o Brasil ficaria atrás apenas da Itália, cuja economia é projetada em US$ 2,81 trilhões, cerca de R$ 14,4 trilhões.
O PIB nominal representa o valor total dos bens e serviços produzidos por um país considerando os preços do período, sem descontar os efeitos da inflação. O indicador é utilizado para comparar o tamanho das economias.
As projeções do FMI apontam ainda que o PIB nominal mundial deverá somar US$ 126,3 trilhões em 2026. Desse total, aproximadamente US$ 93,9 trilhões estarão concentrados nas 15 maiores economias do planeta.
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