

O Brasil encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história no turismo internacional. Quase 9,3 milhões de estrangeiros visitaram o país ao longo do ano, um crescimento expressivo de 37,1% em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Turismo. É o maior volume registrado desde o início da série histórica, em 1970, e consolida o país como o destino que mais cresceu no mundo no último ano.
O avanço foi impulsionado principalmente pela chegada em massa de argentinos, que responderam por 36% de todo o fluxo internacional. Ao todo, cerca de 3,4 milhões de turistas da Argentina estiveram no Brasil em 2025, um salto de 73% na comparação com o ano anterior. A presença foi especialmente perceptível em estados do Sul, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, além de destinos tradicionais como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco.
Além do recorde de visitantes, os estrangeiros também nunca gastaram tanto no país. Em 2025, os desembolsos chegaram a US$ 7,86 bilhões, o equivalente a R$ 41,4 bilhões, segundo o Banco Central — o maior valor desde o início da série histórica, em 1994. No cenário global, o desempenho brasileiro chamou atenção da ONU Turismo, que apontou o Brasil como o país com maior crescimento na chegada de estrangeiros no ano, à frente de destinos como Egito, Marrocos e Seychelles.
Relatórios do setor reforçam essa tendência. Um estudo da consultoria internacional Phocuswright mostrou que o Brasil liderou o crescimento mundial em reservas de viagens em 2025, com alta de 37,3% em relação a 2024, muito acima do segundo colocado, o México. Para especialistas, os números indicam mais do que um bom momento pontual.
Pesquisadores e representantes do mercado avaliam que o país vive um reposicionamento internacional, impulsionado por fatores econômicos regionais, como o maior poder de compra dos argentinos, mas também por mudanças estruturais na promoção turística. O Brasil passou a se comunicar melhor com as tendências globais, destacando experiências autênticas, diversidade cultural, natureza e sustentabilidade, deixando de focar apenas no tradicional “sol e praia”.
Outro ponto decisivo foi o aumento da conectividade aérea. Somente em dezembro, o país registrou 6.811 voos internacionais, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Até setembro de 2026, mais de 60 novos voos e frequências internacionais já estão autorizados. Soma-se a isso o efeito das redes sociais, com influenciadores e artistas internacionais promovendo o país de forma espontânea, ampliando sua visibilidade global.
Apesar do otimismo, especialistas alertam para desafios. A forte dependência do mercado argentino ainda preocupa e reforça a necessidade de diversificar os países emissores de turistas. A segurança pública também segue como um fator sensível para que o Brasil se consolide de vez na rota global do turismo.
Mesmo assim, a avaliação predominante é de que 2025 marcou uma virada histórica. Além dos destinos já consagrados, analistas apontam grande potencial de crescimento para regiões como o Pantanal, o interior de Minas Gerais, o Cerrado, a Rota das Emoções, o litoral paulista, o interior do Rio Grande do Sul e a Amazônia urbana e ribeirinha, ampliando o mapa do turismo internacional no país.
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