Por Gabriel Previtale


A capoeira é mais do que uma expressão cultural: é resistência, identidade e, em muitos casos, um caminho de transformação social. Em Valinhos, quem conduz esse trabalho é Hilton Rodrigues de Lima, 52 anos, conhecido como Mestre Saruê, contador de profissão e capoeirista por paixão e missão de vida.
No Projeto Cultural Diáspora Negra, realizado no centro comunitário do Cecap/Paraíso, ele oferece oficinas que resgatam e valorizam a herança afro-brasileira. As aulas, gratuitas e abertas a todas as idades, acontecem às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 21h.
Mais do que gingar e jogar capoeira, o projeto ensina também Puxada de Rede, Maculelê e Samba Rock, promovendo integração, autoestima e respeito às tradições. “Nosso objetivo é que essas manifestações não se percam, que sigam vivas e fortes como parte da identidade cultural do nosso povo”, explica o mestre.
O projeto já transformou a vida de dezenas de crianças e adolescentes da região. Atualmente, cerca de 25 jovens participam das atividades. Muitos pais e responsáveis relatam mudanças positivas no comportamento, no convívio social e até no desempenho escolar. O reflexo desse trabalho apareceu recentemente no Campeonato de Capoeira de Valinhos organizado pelo Professor Marquinhos: entre 10 participantes do grupo, vieram uma medalha de ouro e uma de bronze.
O projeto é mantido de forma totalmente voluntária, com apoio de alunos adultos, que ajudam na compra de uniformes para quem não pode arcar com os custos. Para participar, basta comparecer ao centro comunitário no dia e horário das aulas ou entrar em contato pelo telefone (19) 98351-7298.
“Nosso compromisso é com a saúde, o respeito, o companheirismo e a integridade. A capoeira é roda, é coletivo, é vida compartilhada. É isso que queremos passar”, resume o mestre.





