

Às 3 horas da madrugada, entre a última quarta e quinta-feira, em Brasília, o atual Congresso brasileiro aprovou o Projeto de Lei 2159, conhecido como “PL da Devastação”. Foi assim. Na calada da noite, na surdina bandida, por 267 votos a 116 contrários, e com requintes de crueldade.
O primeiro requinte sádico foi que a aprovação do congresso se deu em 17 de julho, Dia do Protetor das Florestas, simbolizado no folclore nacional pelo Curupira. É como se não existisse emergência climática.
O explícito desbunde dos deputados para o afrouxamento nos cuidados e controle de normas ambientais acontece a 4 meses da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) a ser realizado em novembro, justamente em Belém.
O segundo requinte foi de vingança. A irresponsabilidade da aprovação foi uma das imediatas retaliações ao presidente Lula, por este ter barrado outra farra: a de criação de mais 18 cargos de deputados federais. O veto é escorado por 85% dos brasileiros que são contra o aumento de congressistas.
É primordial salientar que o referido projeto afeta tanto quem se diz de direita, quanto de esquerda. Inclusive foi apoiado por ambos. Afeta a população e não só do Brasil. Só não afeta quem lucra com a destruição ambiental e, claro, os políticos do Congresso regresso, marionetes cúmplices pagos para aprovar mais este crime.
‘Botocados’, com whisky no gargalo, papadas chique dez, e narizes irritados, eles estarão com os bolsos cheios promovendo o fim já, e parafraseando a famosa frase de Apocalipse Now: “Adoro o cheiro de poluição pela manhã…”