No município, a contribuição dos imigrantes é visível em cada canto da cidade, especialmente na agricultura, na fé e na cultura


Neste 25 de junho, o Brasil celebra o Dia do Imigrante, uma data de reconhecimento a todos os povos que cruzaram oceanos em busca de oportunidades e que, com esforço e esperança, ajudaram a construir as riquezas do nosso país. Em Valinhos, essa contribuição é visível em cada canto da cidade, especialmente na agricultura, na fé e na cultura.
Os imigrantes italianos chegaram em grande número no final do século XIX e foram essenciais no desenvolvimento da fruticultura. Um desses pioneiros foi Lino Buzatto, responsável por introduzir o figo em Valinhos. A fruta se tornou símbolo da cidade, que hoje ostenta com orgulho o título de Capital Nacional do Figo Roxo, com destaque em feiras, festas e no mercado nacional e internacional.
Com fé e união, os colonos italianos também ajudaram a erguer a Igreja Matriz de São Sebastião, padroeiro da cidade, doando materiais, força de trabalho e devoção para a construção do principal templo religioso do município.
Outro povo que deixou forte marca em Valinhos foi o dos imigrantes japoneses, que chegaram ao Brasil a partir de 1908. Em Valinhos, eles contribuíram diretamente para que a cidade se tornasse uma das maiores produtoras de goiaba de mesa do Brasil — fruto da dedicação e da técnica que trouxeram do Japão.
Entre as famílias pioneiras, destaca-se a tradicional família Kussakariba, uma das primeiras a se estabelecer em Valinhos. Com raízes firmes no bairro Macuco, essa família ajudou a impulsionar a fruticultura e mantém viva até hoje a cultura e os valores japoneses, sendo referência de trabalho, humildade e contribuição comunitária.
É justamente no bairro Macuco que a cultura japonesa permanece vibrante. Através da Associação Nipo-Brasileira de Valinhos, a comunidade celebra anualmente a Festa da Cultura Japonesa, com apresentações culturais, danças típicas, oficinas e delícias como o tradicional yakissoba, reunindo gerações em torno das tradições nipônicas.
O legado dos imigrantes é eternizado no Monumento dos Imigrantes, localizado de frente para a antiga estação ferroviária, onde hoje funciona o Museu Municipal Haroldo Pazinatto. Foi ali, naquele ponto histórico, que muitos imigrantes chegaram a Valinhos e região, carregando malas, sonhos e esperança. Essa geografia da memória mantém viva a história de quem ajudou a construir a cidade com trabalho e perseverança. Também símbolo dessa trajetória é o Tombo da Polenta, reconhecido como patrimônio