Para Mariana dos Reis Dias, o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia vai além da luta por direitos e representa o reconhecimento de que amar não é doença. Ela destaca que ser LGBTQIAPN+ é uma forma legítima de existir e expressa esperança por um futuro com mais respeito e paz, apesar dos desafios.
Ela aponta que a população LGBT, especialmente no interior, ainda enfrenta falta de políticas públicas com acolhimento real, além do preconceito constante. Um dos principais obstáculos, segundo ela, é poder existir sem precisar se justificar ou viver com medo de reações no espaço público.


Mariana afirma que sua militância está ligada à cultura e às vivências que a ajudaram a se compreender melhor. No Bloquete, ela vê a união entre celebração e conscientização, usando a arte, a música e a ocupação do espaço público como formas de promover cidadania e dar visibilidade às pautas sociais.
O Bloquete é um tradicional grupo carnavalesco de rua de Vinhedo-SP, criado em 2013, que promove diversidade, resistência e cultura. Com uma bateria e cerca de 40 integrantes, o bloco busca ocupar o espaço público com ritmos populares, marchinhas e folia, consolidando-se como um patrimônio cultural da cidade.
Para aqueles que não entendem a importância de datas como essa e da luta contra o preconceito, Mariana afirma: “Se você não entende a importância dessas datas, é por isso que elas existem. É dever de todas as pessoas tornar o mundo um lugar melhor para quem nele vive, não apenas para quem você acha que merece”, conclui.