

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão (cerca de R$ 21) nesta terça-feira (31), atingindo o maior nível em quase quatro anos. A alta está diretamente ligada à escalada da guerra envolvendo o Irã, segundo dados da Associação Automobilística Americana (AAA).
De acordo com a entidade, o valor médio chegou a US$ 4,018 por galão (3,785 litros). No fim de fevereiro, o combustível era vendido por menos de US$ 3, o que evidencia uma forte elevação em poucas semanas.
A última vez que os preços superaram a marca de US$ 4 foi em agosto de 2022, quando chegaram a US$ 5 durante os impactos globais da pandemia de covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia, conforme a Administração de Informação de Energia.
O atual aumento é atribuído principalmente às tensões no Oriente Médio. O Irã tem imposto, na prática, um bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo e gás global.
A alta no combustível representa um desafio adicional para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enfrenta pressão econômica interna desde o início do conflito. O encarecimento da gasolina costuma ter impacto direto na inflação e no custo de vida da população.
Trump afirmou confiar em uma solução negociada para encerrar a guerra, mas sinalizou que, caso não haja acordo, poderá intensificar ações contra instalações petrolíferas iranianas, o que pode ampliar ainda mais a instabilidade no mercado de energia.
Especialistas avaliam que, enquanto persistirem as tensões na região, os preços do petróleo e seus derivados devem continuar voláteis, com reflexos não apenas nos Estados Unidos, mas também na economia global.
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